«Ação rápida ajudou a controlar coronavírus»: 'Financial Times' destaca resposta portuguesa

Posição geográfica, colaboração entre partidos ou até o elevado número de testes realizados: jornal londrino analisou caso português

• Foto: Reuters

A abordagem célere de Portugal ao novo coronavírus voltou a merecer destaque na imprensa internacional.

Este domingo, o Financial Times destaca a "ação rápida" que o Governo português teve para com a crise sanitária, comparando ainda com outros casos como a vizinha Espanha "a única fronteira terrestre" existente no nosso país e a Itália.

"Com uma população muito envelhecida e uma sociedade orientada para a família, Portugal tem muito em comum com a sua vizinha Espanha. Contudo, enquanto a pandemia de coronavírus causou inúmeros estragos em Espanha, Portugal teve taxas de infeção e mortalidade muito baixas", começa por referir o artigo.

A população que reside em território português resume-se a um quarto da população residente em Espanha (cerca de 10 milhões, face aos aproximadamente 44 milhões), mas esse não será o único fator para a diferença abismal de mortes provocadas pela Covid-19 nos dois países.

"Portugal detetou o seu primeiro caso de coronavírus a 2 de março, um mês depois de Itália e Espanha. Porém, o Governo [português] declarou estado de emergência 16 dias após o início do surto, quando o país registava 642 casos e duas mortes. Em comparação, Espanha anunciou as suas medidas de confinamento seis semanas após o primeiro caso, uma altura em que já registava quase 5.800 casos e cerca de 200 mortes", aponta.

De acordo com o 'Financial Times', um dos fatores-chave que contribuiu para o bom desempenho português, quanto ao panorama mundial, foi o número de testes à Covid-19 realizados diariamente.

"Portugal testou mais de 350 mil pessoas, tendo realizado, em média, mais de 15 mil testes por dia. Isso equivale a mais de 35 mil testes por cada um milhão de habitantes, proporcionalmente mais do que muitos dos restantes países europeus", destacando ainda o papel dos laboratórios portugueses: "Mais de 60 laboratórios do Estado, universitários e privados trabalharam em conjunto de forma a testar o maior número de pessoas."

Por último, mas não menos importante, o 'Financial Times' sublinha ainda a posição geográfica favorável de Portugal e o "apoio de vários partidos" à estratégia montada pelo Governo. "O facto de Portugal ter menos cidades densamente povoadas, uma única fronteira terrestre, um menor tráfego internacional e uma menor imigração também ajudou [na resposta à pandemia], bem como o apoio e colaboração de vários partidos à estratégia do governo socialista", remata.

Por Sérgio Magalhães
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