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É o único caso que a Equipa de Coordenação do Processo Apito Dourado (ECPAD) ainda não fechou: a agressão, em Dezembro de 2005, ao então vereador da Câmara de Gondomar, Ricardo Bexiga, num parque de estacionamento da zona ribeirinha do Porto. Anteontem foi ouvido o motorista de Pinto da Costa, Afonso Ribeiro, e esta foi a última diligência do inquérito que estava a correr sob a coordenação de Maria José Morgado.
Record consultou o processo e o que nele encontrou é pouco expressivo em termos de prova. Os agressores de Bexiga não foram identificados por este nem por outros, a versão de Carolina Salgado não coincide com a de irmã, Ana, e Pinto da Costa considerou o assunto tão absurdo que nem quis prestar declarações.
A que acrescem dificuldades no processo de averiguações, como seja a peritagem dos telefonemas ocorridos no período do crime que Carolina diz ter encomendado a mando de Pinto da Costa. A Vodafone não conseguiu enviar à ECPAD a facturação detalhada dos telemóveis de Carolina e do presidente do FC Porto, porque só guarda o histórico dos últimos 13 meses. Só Fernando Madureira, com dois telefones da Optimus, pode ser monitorizado mas nada de expressivo terá sido aí encontrado.
Sem os agressores identificados e com versões contraditórias dos factos, o caso pode estar a um passo do arquivamento. Recorde-se que Carolina estava indiciada de um crime de ofensas corporais qualificadas enquanto Madureira e Pinto da Costa saíram indiciados do mesmo crime, mas na forma de co-autoria.
Contradições
Carolina Salgado foi ouvida no princípio do ano e disse à procuradora adjunta Glória Alves que Pinto da Costa e Valentim Loureiro, ao tempo da agressão a Bexiga, se encontravam bastante preocupados com o processo Apito Dourado, procurando saber quem tinha sido o autor da denúncia e imputando já responsabilidades ao adversário político de Valentim.
Carolina disse que ouviu Pinto da Costa referir a Valentim, por telefone, que era preciso "limpar esse gajo". Contou ainda Carolina que PC pediu ao seu motorista, Afonso Ribeiro, para arranjar alguém para executar o serviço, tendo sido escolhido um tal Vinagre, segurança do bar Pérola Negra. Mas Vinagre abriu muito a boca e terá pedido 30 mil euros.
Carolina, que com ele também foi falar, entendeu que não era o homem certo. A ex-companheira de PC diz que optou por Madureira, acertando o pagamento de 15 mil euros, em duas tranches e em numerário. Segundo ainda Carolina, "Pinto da Costa ficou muito satisfeito" mas pediu-lhe para não o comprometer na operação.
Carolina diz que pagou a Madureira e que os envelopes com dinheiro lhe foram entregues por Pinto da Costa. Duas semanas depois, Madureira visitou o casal e informou-o que a operação estava em curso mas que não teria intervenção directa. No final de Janeiro, Carolina afirma que lhe ligou a dizer: "As camisolas estão prontas", código para indicar que o trabalho estava feito.
A ECPAD fez várias diligências no sentido de encontrar movimentos bancários de Madureira e da esposa que provassem a tese de Carolina mas nada encontrou.
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