Casa Pia: sete anos de prisão para Carlos Cruz

Carlos Cruz foi condenado esta sexta-feira a 7 anos de prisão no âmbito do processo Casa Pia. Dos restantes sete arguidos, apenas Gertrudes Nunes foi absolvida.

Casa Pia: Carlos Cruz condenado a 7 anos de prisão
Casa Pia: Carlos Cruz condenado a 7 anos de prisão

Carlos Cruz foi condenado esta sexta-feira a 7 anos de prisão no âmbito do processo Casa Pia. Dos restantes sete arguidos, apenas Gertrudes Nunes foi absolvida.

Carlos Silvino, "Bibi", foi condenado a 18 anos de prisão, Manuel Abrantes a 5 anos e 9 meses, o embaixador Jorge Ritto a 6 anos e 8 meses. A pena de Ferreira Dinis será de 7 anos e a de Hugo Marçal de 6 anos e 2 meses.

Todos os arguidos foram ainda condenados a pagar 25 mil euros de indemnizações cíveis por danos morais à exceção de Carlos Silvino, que terá que pagar 15 mil euros.

Entretanto, Carlos Cruz cancelou a conferência de imprensa que tinha agendado para as 17 horas.

Catalina Pestana, que era provedora da Casa Pia quando foi iniciada a investigação, reagiu à condenação dos seis arguidos por abuso de menores e lenocínio afirmando que "ninguém olha mais para uma criança que denuncia um adulto com o mesmo olhar displicente que existiu durante anos".

Ricardo Sá Fernandes, advogado de Carlos Cruz, reagiu à condenação do ex apresentador de televisão, afirmando: "Momentos destes são aqueles em que se sente o privilégio de ser advogado. É o de poder dar a voz a um homem que, ao fim de oito de perseguição, foi condenado a sete anos de prisão, por factos que não praticou, com pessoas que ele não conhece, em sitios a que ele não foi".

Pedro Namora, ex aluno da Casa Pia, congratulou-se com a condenação dos arguidos do processo mas lamentou as penas aplicadas: "Acho que estes crimes deveriam ter penas pesadíssimas, mas esta é a lei que temos em Portugal". Sobre a absolvição de Gertrudes Nunes referiu que "só foi absolvida porque o legislador fez alterações à lei a pensar no processo Casa Pia".

Carlos Cruz, condenado a 7 anos de prisão, já reagiu à condenação em conferência de imprensa. O ex apresentador de televisão começou por dirigir uma palavra à sua família para lhe "transmitir a tranquilidade e calma" que sente, apesar de afirmar "ter sido testemunha de um acontecimento único" que "nunca esperava ver num Portugal que se prometeu liberto e disposto a construir uma democracia". Carlos Cruz afirmou ainda que este "erro judicial ficará definitivamente nas páginas mais negras daquilo que deveria ser o valor máximo, o alicerce em que se constrói o pilar de um país".

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