«Clubes como o Barcelona ou o Manchester United são atacados por piratas todos os dias»

'France Football' dedica dossiê ao tema. Hungria decide se Rui Pinto é ou não ouvido sobre processo dos emails

A pirataria informática levou a revista ‘France Football’ a elaborar um trabalho sobre o tema. Nas três páginas que a publicação dedica à questão, pode ler-se que "clubes como o Barcelona ou o Manchester United são atacados todos os dias". A preocupação com a divulgação de dados confidenciais obriga mesmo "os diretores informáticos de grandes clubes europeus a reunirem-se informalmente uma a duas vezes por ano".

Hungria decide ligação aos emails

As autoridades húngaras irão pronunciar-se sobre a possibilidade de Rui Pinto ser ouvido sobre outro processo, o dos emails, segundo noticiou o ‘Correio da Manhã’. O pirata informático foi extraditado para Portugal no âmbito da Operação Cyberduna e para ser ouvido pelas autoridades portuguesas no âmbito do processo de extorsão à Doyen. Na qualidade de assistente processual, a SAD do emblema da Luz pretende agora que Rui Pinto também responda pelo alegado acesso aos emails dos encarnados, clube que foi vítima de violação de correspondência interna em 2017 e que procura provar quem foi o autor da mesma, já depois de ter sido pedida a extensão do mandato europeu.

Ora, Rui Pinto invocou o princípio da especialidade, de forma a impedir que fosse ouvido em relação a outros processos, algo que está agora nas mãos das autoridades judiciais de Budapeste. Os húngaros terão de receber um pedido com a indicação de que há indícios suficientes de que o cidadão português natural de Vila Nova de Gaia, agora preso preventivamente, acedeu a material confidencial que estava na pertença dos encarnados, podendo depois atuar de três formas: recusar a apreciação de forma liminar; não permitir o alargamento da matéria sobre a qual Rui Pinto pode ser ouvido; ou, num terceiro caso, pode anuir a que se investigue o material apreendido para perceber se existem indícios em relação a outros delitos.

Se tal acontecer, o ‘hacker’ que é defendido pelos advogados William Bourdon e Francisco Teixeira da Mota passará então a conhecer o título de suspeito ou, ao invés, será até aberto um novo processo para que Rui Pinto possa ser interrogado sobre as novas matérias.

Por Flávio Miguel Silva
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