Cofina revela os quatro passos que faltam para concluir compra da TVI

Comunicado enviado à CMVM

As peças vão-se juntando para permitir que a aquisição da Media Capital (dona da TVI) pela Cofina (empresa de media que detém títulos como o Negócios e o Correio da Manhã) se concretize.

De acordo com um comunicado enviado na tarde desta terça-feira pela cotada liderada por Paulo Fernandes à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), faltam ainda quatro passos de modo a que estejam reunidas as condições para fechar o negócio.

Na nota enviada ao regulador dos mercados, a Cofina elenca os passos em falta: autorização da Concentração pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC); aprovação pela assembleia geral dos espanhóis da Prisa; aprovação pelas entidades financiadoras da Prisa da alienação das ações da Vertix (empresa detida pela Prisa e que controla as ações da Media Capital); aprovação do aumento de capital da Cofina.

Em relação ao primeiro ponto, note-se que para dar luz verde à operação, decisão conhecida esta segunda-feira, a Autoridade da Concorrência teve de ouvir a ERC sobre o assunto, sendo que esta entidade não se opôs ao negócio.

Os acionistas da Prisa vão reunir-se para votar a operação no dia 29 de janeiro, o mesmo dia em que também a assembleia geral da Cofina vota o aumento de capital necessário à compra da Media Capital.  

A operação formalizada a 1 de outubro tem assim condições para prosseguir. A Cofina propõe-se pagar 205 milhões de euros para comprar a Media Capital, oferta inferior à oferta inicialmente anunciada de 255 milhões de euros. Aquele montante sudivide-se em 123,29 milhões referentes à compra propriamente dita, sendo o remanescente relativo à dívida acumulada pela Media Capital, que para lá da TVI generalista detém ainda a TVI24, TVI Reality, TVI Ficção, TVI Internacional e TVI África, bem como um conjunto de rádios em que se destaca a Comercial.

A Cofina, que além do Negócios e do CM detém também a CMTV, o Record, a Sábado, entre outros títulos, espera poder concretizar o negócio ainda durante os primeiros seis meses de 2020, acreditando que a operação será capaz de gerar sinergia no valor de 45 milhões de euros. 

Por Negócios
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