Coronavírus: número de mortos em Espanha sobe para os 1.326

São quase 25.000 os infetados pelo vírus

O número de mortos em Espanha devido ao novo coronavírus subiu para os 1.326, anunciou o governo espanhol. Espanha aproxima-se dos 25.000 casos.

Segundo o diretor do Centro de Alertas e Emergências de Saúde daquele Ministério, Fernando Simón, 1.141 pacientes estão internados em unidades de cuidados intensivos.

Espanha torna-se assim no quarto país a ultrapassar a barreira de mil mortos devido ao novo coronavírus, depois de China, Itália e Irão.

De lembrar que esta sexta-feira as unidades de cuidados intensivos dos hospitais das zonas mais afetadas pela pandemia do novo coronavírus em Espanha estão a aproximar-se do limite de capacidade para tratar doentes. De acordo com o El País, numa altura em que a curva de contágios continua a crescer no país, os médicos estão a preparar-se para tomar decisões perante a eventualidade de não existirem camas para todos os doentes críticos, tendo que dar prioridade a alguns.

A Sociedade Espanhola de Medicina Intensiva Crítica elaborou um guia ético para ajudar a tomar estas decisões e recomenda que perante dois pacientes similares a prioridade sejam aqueles com "maior esperança de vida com qualidade".

Relativamente aos mais velhos, "deve ter-se mais em conta a sobrevivência livre de incapacidade do que apenas a sobrevivência". No entanto, nem este documento nem o plano de contingência elaborado pelos chefes de serviço das unidades de cuidados intensivos dos hospitais espanhóis mencionam um critério de idade na altura de decidir se um paciente será ou não tratado naquele serviço.

"É importante sublinhar que a idade cronológica (em anos) não deveria ser o único elemento a considerar nas estratégias de admissão", especifica a nota elaborada pela sociedade espanhola.
O plano de contingência para os profissionais dos cuidados intensivos contempla apenas critérios de recuperação do paciente - a sua probabilidade de sobrevivência, independentemente da idade.

Este plano explica ainda que perante a falta de camas nos cuidados intensivos se possam produzir "mortes potencialmente evitáveis" - mortes em cujas decisões de triagem podem ter um papel fundamental. "Elaboraram-se protocolos de triagem para as unidades de cuidados intensivos baseados na probabilidade de que as necessidades durante um desastre sejam maiores que a disponibilidade", define o documento. 

Considerada uma "situação excecional" que se deve manejar "como as situações de 'medicina de catástrofe'", segundo explica este plano na sua introdução, durante a pandemia do Covid-19 e em caso de situação de saturação, "é necessário dar prioridade aos casos potencialmente mais recuperáveis".

Por Sábado
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