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Os habitantes de Ferrera Erbognone estão a ser examinados para perceber como nenhum foi infetado por Covid-19, apesar da cidade fazer parte da Lombardia.
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Ferrera Erbognone é uma pequena cidade da Lombardia, no norte de Itália com 1.000 habitantes. A média de idades é superior a 60 anos e, até ao momento, não houve um único habitante infetado pelo coronavírus, apesar de fazer parte da região mais afetada em Itália.
Alguns cientistas avançam mesmo a hipótese de os habitantes terem uma imunidade ao vírus e irão fazer análises de sangue aos mesmos. Na Lombardia já morreram quase seis mil pessoas devido ao Covid-19.
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O Instituto Neurológico Mondino de Pavía já começou a testar o sangue dos habitantes para tentar perceber o porquê de não haver um único caso de contágio. Para serem testados, os cidadãos podem deslocar-se até um laboratório local e fazer os exames. Cientistas esperam encontrar anti-corpos no organismo dos habitantes que possam explicar esta imunidade e até ajudar no combate ao coronavírus.
Os habitantes de Ferrera Erbognone têm uma explicação simples para o facto de ainda não terem adoecio: afinal "não estão sempre fechados em casa". Mesmo assim, continuam a cumprir as regras de reclusão e isolamento social como forma de se protegerem, explicou o autarca e médico Giovanni Fassina ao Corriere della Sera.
O número de mortes em Itália devido ao novo coronavírus chegou este domingo aos 10.779, um aumento de 756 óbitos nas últimas 24 horas e 5.217 novos infetados, informou a Proteção Civil italiana.
O número total de pessoas que se encontram infetadas é de 73.880, uma vez que já recuperaram da doença 13.030.
O número total de contagiados desde 20 de fevereiro (dia em que se detetou o primeiro caso) é de 97.689.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu, com mais de 363 mil infetados e mais de 22 mil mortos, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 10.779 mortos em 92.689 casos registados até hoje.
A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 6.528, entre 78.797 casos de infeção confirmados até hoje, enquanto os Estados Unidos são o que tem maior número de infetados (mais de 124 mil).
A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, conta com 81.439 casos (mais de 75 mil recuperados) e regista 3.300 mortes. A China anunciou hoje 45 novos casos, dos quais 44 oriundos do exterior, e mais cinco mortes, numa altura em que o país suspendeu temporariamente a entrada no país de cidadãos estrangeiros, incluindo residentes.
Os países mais afetados a seguir a Itália, Espanha e China são o Irão, com 2.640 mortes reportadas (38.309 casos), a França, com 2.314 mortes (37.575 casos) e os Estados Unidos com 2.191 mortes. Na Alemanha existem mais de 50 mil pessoas infetadas e registaram-se 389 vítimas mortais.
O número de mortes causadas pela covid-19 em África subiu para 134 com os casos acumulados a aproximarem-se dos 4.300 casos em 46 países, segundo a mais recente atualização das estatísticas sobre a pandemia.
Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.
Anúncio foi feito pelo Ministério das Finanças
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