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Morreu ontem, aos 87 anos, o director e fundador do "Jornal do Fundão", António Paulouro, vítima de acidente vascular cerebral. Com ele morreu uma ideia de jornalismo construída na coragem e no rigor reconhecidos pelos seus pares.
Depois de ser internado, no último domingo, no Hospital do Fundão, e dos exames neurológicos realizados em Castelo Branco, António Paulouro foi transferido para a unidade de saúde fundanense, onde permaneceu em coma profundo até ontem.
Durante a manhã desta quinta-feira deixou de luto o jornalismo português e a Beira Interior, por que lutou empenhadamente. "Tantas vezes contra tudo e contra todos", como pôde ler-se nas primeiras notícias do seu falecimento.
"A morte de António Paulouro deixa-nos órfãos de uma das últimas grandes referências do jornalismo português. Homem iluminado e visceral, assumidamente interventivo, nunca se curvou aos poderes de circunstância", escreveu o "Jornal do Fundão". "Ao longo de mais de meio século, garantiu, no seu (nosso) 'Jornal do Fundão', rigor profissional, preservação das liberdades, intrépida batalha contra o compadrio e o nepotismo. Sempre que estiveram em causa os interesses da Beira Interior, jamais hesitou em esgrimir em sua defesa. Quando detectou injustiças, nunca lhe escasseou coragem contra os carrascos. Jornalista de ideias e opinião, da sua pena brotaram catadupas de palavras de resistência, denúncia, reivindicação", pode ler-se ainda no texto ontem difundido.
Em 1960, catorze anos depois do nascimento do "Jornal do Fundão", António Paulouro funda a "Arco-Íris", uma revista de pequeno formato que dirige, tendo como chefe de redacção Mário Henrique-Leiria. Saem apenas cinco edições, depois de a PIDE prender os três redactores de Lisboa.
Paulouro vê o "Jornal do Fundão" suspenso administrativamente por seis meses em 1965. Em 1976 funda e dirige, com Herberto Hélder e António Sena, a revista luso-espanhola "Nova". Além da relação próxima com outros nomes da literatura, como Cardoso Pires e Eugénio de Andrade, recebe diversos tributos públicos como o de Comendador da Ordem da Liberdade em 1986.
Perfil
António Paulouro nasce no Fundão em 1915 e torna-se, mais tarde, empregado de escritório e autodidacta. Funda em 27 de Janeiro de 1946 o "Jornal do Fundão" que dirigia desde então. E é vice-presidente da Câmara Municipal do Fundão, entre 1951 e 58, mas rompe com o Estado Novo e demite-se, em Novembro, declarando-se publicamente oposicionista e desenganado com a política.
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