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A entrada de capital nos certificados de aforro voltou a mais do que compensar a saída nos certificados do Tesouro
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As famílias estão a alocar poupanças aos produtos de poupança do Estado há 16 meses consecutivos, tendo voltado a fazê-lo em janeiro. Tal como tem acontecido nos últimos meses foram os certificados de aforro que mais atraíram investidores, compensando as saídas dos certificados do Tesouro. No conjunto dos dois, o "stock" ultrapassou pela primeira vez os 48 mil milhões de euros, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal.
A entrada de capital nos certificados de aforro foi de 392,76 milhões de euros, em janeiro, o que ficou abaixo da evolução mensal registada em dezembro. Ainda assim, o "stock" total renovou máximos desde, pelo menos, dezembro de 1998 (data que marca o início da série do supervisor), ao atingir os 40.583,78 milhões de euros.
O apetite dos investidores tem acompanhado a evolução dos juros destes produtos. Determinada mensalmente no antepenúltimo dia útil do mês, para vigorar durante o mês seguinte, a taxa-base dos certificados de aforro segue uma fórmula ditada pela média da Euribor a 3 meses nos 10 dias úteis anteriores (que não pode ser superior a 2,5% nem inferior a 0%).
Desde a criação da série atualmente em comercialização, a F, que o juro estava no máximo. Contudo, com o indexante a descer, a taxa-base caiu, em abril, pela primeira vez para 2,41%, uma tendência que se repetiu nos meses seguintes, tendo mesmo caído abaixo dos 2% em agosto. Desde novembro que tem oscilado entre subidas e descidas ligeiras. Este mês está em 2,031%.
Por outro lado, e tal como tem acontecido consecutivamente desde outubro de 2021, os certificados do Tesouro continuam a perder atratividade. O "stock" recuou em 217,86 milhões de euros em janeiro, para um total de 7.521,65 milhões de euros. A quebra no arranque do ano acontece depois de, no total do ano passado, terem saído mais de 2 mil milhões de euros dos certificados do Tesouro.
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