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Os fabricantes automóveis vão avançar com o acordo que têm vindo a preparar, e esperam ver concluída a fusão, o mais tardar, daqui a 15 meses.
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A Fiat e o grupo PSA anunciaram esta quarta-feira que chegaram a acordo para se unirem e formarem o quarto maior fabricante automóvel do mundo.
O acordo, como já havia sido avançado, trata-se de uma fusão em partes iguais que será liderada pelo atual CEO da PSA, o português Carlos Tavares (na foto). O presidente da Fiat, John Elkann, passa a presidente do conselho de administração do novo grupo.
Em declarações aos jornalistas, Tavares afirmou que o novo grupo não espera entraves significativos da parte dos reguladores da concorrência. A gestão prevê que o acordo esteja completo num prazo de 12 a 15 meses e que cada uma das empresas, PSA e Fiat, distribuam dividendos no valor de 1,1 mil milhões de euros em 2020.
Juntas, estas empresas passam a ter um valor de mercado de 46 mil milhões de euros, encaixando receitas de cerca de 170 mil milhões de dólares ao ano. Estas quantias conduzem a que a nova marca ultrapasse concorrentes como a General Motors, a Ford e a Hyundai em valor, ficando apenas atrás da Volkswagen, Toyota e Renault Nissan.
Este negócio é a ponte de entrada da Peugeot na América do Norte, ao mesmo tempo que a Fiat beneficia de conhecimento no que toca à redução de emissões. Ainda assim, vão faltar "marcas premium" e uma "boa posição na China", disse um analista da B. Metzler Seel Sohn & Co. em declarações à Bloomberg.
Estas empresas estimam captar 3,7 mil milhões de euros em sinergias, anualmente, após a fusão. Isto, sem existirem planos de fechar fábricas.
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