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Aprender a nossa língua para poder negociar jogadores brasileiros é um dos motivos da estada em terras lusas desta futura empresária. E enquanto termina a licenciatura vai fazendo entrevistas com jogadores da Liga Italiana para uma revista japonesa
VERONICA Oriali, filha do antigo internacional italiano Gabriele Oriali, está em Portugal a terminar o curso de Ciências do Desporto na Universidade Católica.
Oriali foi médio do Inter de Milão de 71 a 83. Foi campeão de Itália duas vezes e campeão do Mundo em 1982. Terminou a carreira na Fiorentina. Hoje é director-geral desportivo do Inter de Milão, depois de, na passagem pelo Parma, com o mesmo cargo, ter visto a equipa ganhar a Taça UEFA. Para “desgosto” seu, Oriali não teve nenhum filho varão, apesar do futebol circular nas veias da família.
Assim, Veronica, a mais velha das quatro filhas, acabou por ser a herdeira da paixão do pai: “Desde sempre acompanhei o meu pai nos jogos na Europa. Ainda tentei jogar quando era pequena mas não me deixaram continuar. Jogava mal.” Hoje, enquanto termina o curso, esta italiana de 25 anos colabora (desde há ano e meio) com a revista “World Soccer”, edição japonesa, para a qual faz entrevistas com as grandes estrelas do “calcio”. Por isso, vive num vaivém constante entre Portugal e os campos italianos. Aliás, o jornalismo surgiu como um forma de manter-se ligada ao futebol: “Não podendo jogar, a única maneira de ficar perto do futebol era esta.” No entanto, o objectivo próximo nem é esse: “De volta a Itália, entrarei no concurso para agente FIFA. Há um empresário de futebol que quer abrir um escritório e eu vou integrar essa empresa. Embora o meu grande sonho seja um dia trabalhar com o meu pai.”
Mas então, porquê a vinda para Portugal? A resposta revela-se surpreendente: “Gosto dos países latinos. Como já conhecia bem a Espanha, quis ver outro país, até porque o português é importante para a negociação dos jogadores brasileiros, que são os mais desejados. E, já agora, também pelo clima. Milão é demasiado cinzento.”
Surpreendida com Mantorras
Poucos dias depois de chegar a Portugal, Veronica assistiu pela primeira vez a um jogo do campeonato português, o Alverca-Sporting: “Fiquei surpreendida com o Mantorras. Liguei ao meu pai e disse-lhe: há aqui um jogador fantástico. Ele fez alguns contactos, a imprensa ainda falou do interesse do Inter mas o jogador acabou por ficar em Lisboa.” Nos cinco meses que passou em Portugal, este foi dos poucos jogos a que assistiu, pois acha os encontros do campeonato nacional “entediantes”.
No próximo mês, esta estudante deverá regressar a Itália, com planos para continuar a aprender: quer tirar um curso de um ano de... futebol.
Nuno Gomes, Paulo Sousa e o acidente
Nas entrevistas que tem realizado, Veronica Oriali teve já a oportunidade de fazer perguntas a nomes grandes do futebol mundial (estreou-se com o argentino Crespo) e também a um português: Nuno Gomes, na altura recém-chegado a Florença. Também o ídolo da Fiorentina, Rui Costa (“uma pessoa muito inteligente”, salienta) esteve já para ser entrevistado recentemente, aquando da sua lesão, mas a oportunidade gorou-se porque o português entretanto voltou a jogar. Aliás, esta italiana considera Rui Costa e Figo os melhores do Mundo.
Outra situação curiosa passou-se pouco tempo depois de chegar a Portugal: teve um acidente de automóvel e ficou com dores na nuca. O pai disse-lhe para telefonar a Paulo Sousa para que este a levasse ao médico da selecção. Contudo, Veronica sentiu-se constrangida em fazer o telefonema e, por isso, nunca conheceu o médio português.
A selecção das quinas e a «squadra azzurra»
A selecção portuguesa surpreendeu Veronica Oriali no último Europeu. “Não esperava ver um futebol tão evoluído. Só não compreendo por que razão joga com um só ponta-de-lança.” Imagine-se o seu espanto ao descobrir que os portugueses até costumavam jogar sem nenhum avançado de raiz!
Já no caso da “squadra azzura” considera que tem muitos atacantes mas precisa de reorganizar o meio-campo. Aliás, esta italiana torceu pela França, que jogou contra a sua selecção na final do Europeu: “Era a equipa que jogava melhor.” Nem a propósito, o seu ídolo é Laurent Blanc (até o gato recebeu o nome do central francês).
Diferenças entre o Norte e o Sul
Mais do que em Portugal, em Itália existe uma grande diferenciação entre Norte e Sul, económica, cultural e futebolisticamente, com as equipas nortenhas a serem os tradicionais gigantes. Veronica Oriali, que viveu quase toda a sua vida em Milão, conhece bem essa realidade: “No Norte é tudo muito mais nervoso. Antes de um jogo, sente-se sempre o peso da responsabilidade no ar.”
Essa diferença estende-se também à maneira como é encarada a imprensa: “No Norte, os jornalistas são tratados de forma muito diferente, para pior. É tudo mais pesado e num ritmo acelerado. Quando vou a Roma falar com algum jogador parece que estou noutro país. Pode fazer-se a entrevista à beira da piscina, com uma bebida fresca à frente.”
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