Filhos do presidente do Santander também acusaram positivo: família foi infetada em Itália

António Vieira Monteiro é a segunda vítima mortal por coronavírus em Portugal

António Vieira Monteiro, presidente do banco Santander e a segunda vítima mortal do coronavírus em Portugal,  foi infectado no Norte de Itália, onde se deslocou para umas férias na neve, hábito que praticava anualmente com a família. O gestor estava de boa saúde e fazia exercício de forma regular.

Esteve primeiro de quarentena em sua casa, em Lisboa, sem sintomas e por precaução. Após ter ficado doente foi hospitalizado, noticiam vários media, tendo acabado por morrer no hospital de são José. A TVI noticia que dois dos seus filhos estão também infectados com o novo coronavírus.

Vieira Monteiro estava na administração do Santander desde 2004 e liderou o banco num dos períodos mais conturbados da economia portuguesa, o programa da troika. Tinha boa reputação no meio financeiro português. "Era muito respeitado no sector", afirma o economista e ex-administrador da Caixa, António Nogueira Leite. "Era competente, tinha bastante capacidade de intervenção e de gestão", acrescenta.

O Santander em Portugal foi um dos bancos que teve melhor desempenho durante a crise, facto em parte atribuível à sua liderança. O banco emergiu como um dos vencedores do pós-crise, absorvendo parte do negócio do Banif em Portugal e vencendo um contencioso de milhões com o Estado português relativo aos contratos swap vendidos a empresas públicas de transportes.

O gestor entrou na banca à saída curso de direito, em Lisboa, há exactamente 50 anos. Passou pelo BPA, o Crédito Predial Português – por onde entrou para o universo Santander/Totta –, pelo antigo Banco Espírito Santo e pela Caixa Geral de Depósitos. No final de 2018 passou a ser presidente do conselho de administração do banco que liderava como executivo desde 2012.

"Um colega que geriu tantas crises com sucesso, sucumbiu no início de outra", escreveu António Ramalho, presidente do Novo Banco, na rede social Twitter. "Lembra-nos algumas palavras do F Froes [pneumologista]: esta crise vai exigir muito sangue e suor, mas também algumas lágrimas. Adeus Vieira Monteiro".

Banqueiros recordem carreira "brilhante"

As reações a esta notícia não tardaram a surgir. António Ramalho, presidente executivo do Novo Banco, escreveu, na rede Twitter, que Vieira Monteiro, "que geriu tantas crises com sucesso, sucumbiu no início de outra". "Esta crise vai exigir muito sangue e suor, mas também algumas lágrimas. Adeus Vieira Monteiro".


Já Faria de Oliveira afirmou, em declarações à rádio Observador, que Vieira Monteiro teve uma carreira "brilhante". Era "um gestor bancário com muitos anos de trabalho no setor, que teve uma carreira que considero brilhante, passando por várias instituições, deixando uma marca e culminando com o trabalho que fez no banco Santander", disse.

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) disse ainda que o gestor era uma "pessoa extremamente competente do ponto de vista técnico", além de "inovadora", por estar "sempre ao corrente da evolução do sistema bancário". Destacou ainda a "liderança muito ativa nas instituições".

Por Sábado e Negócios
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