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"Venham-me acusar na cara e com provas de que tive ganhos diretos", desafiou o candidato presidencial
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O candidato à Presidência da República Henrique Gouveia e Melo afirma estar "completamente tranquilo" relativamente à notícia publicada esta segunda-feira pela SÁBADO que dá conta de que o almirante está sob investigação no Ministério Público devido a ajustes diretos que fez enquanto era Comandante Naval (2017-2020).
“Se alguém me acusar disso que me acuse na cara. Só ganhei o meu ordenado, nunca tive contactos com fornecedores”, afirma Gouveia e Melo aos jornalistas. “Venham-me acusar na cara e com provas de que tive ganhos diretos. Não venham é insinuar", continuou. "Eu sou totalmente transparente, quem não deve, não teme, se for notificado, vou responder. Nós não escondemos nada", assegura ainda.
O candidato a Belém também questiona a “coincidência” de “a 15 dias do processo eleitoral aparecer uma coisa de 2017 ou 2018”. “Acho isso muito estranho”, atirou.
Apesar do perdão do Tribunal de Contas, em 2024, relativamente a eventuais infrações financeiras, o processo 40/17 mantém-se em inquérito no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Almada. A investigação foi atribuída à Polícia Judiciária Militar (PJM), que há quatro anos entregou um relatório pericial e um relatório final ao MP. Entre outras conclusões, os investigadores detetaram uma excessiva concentração de ajustes diretos à empresa Proskipper, entretanto dissolvida em outubro de 2022. A PJM identificou 57 contratos suspeitos, que foram aprovados pelo atual candidato à Presidência.
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