ILGA considera aprovação da co-adoção uma "vitória"

"É uma vitória dos direitos humanos, das crianças e das famílias", disse à agência Lusa o líder da Associação...

ILGA considera aprovação da co-adoção uma "vitória"
ILGA considera aprovação da co-adoção uma "vitória" • Foto: JORGE PAULA

O presidente da Associação ILGA-Portugal, Paulo Corte-Real, considerou esta sexta-feira "uma vitória dos direitos humanos" a aprovação na generalidade da co-adoção de crianças por casais homossexuais, avançando que esta questão é "fulcral" para a vida destas famílias.

"É uma vitória dos direitos humanos, das crianças e das famílias", disse à agência Lusa o líder da Associação ILGA-Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Trangénero.

Paulo Corte-Real reagia à aprovação na generalidade, esta sexta-feira no parlamento, do projeto de lei do PS para que os homossexuais possam co-adotar os filhos adotivos ou biológicos da pessoa com quem estão casados ou com quem vivem em união de facto.

Este projeto de lei teve 99 votos a favor, 94 contra e nove abstenções.

O presidente da ILGA sublinhou também que esta aprovação "é a demonstração de que o interesse das crianças e o respeito pelos direitos humanos se pode sobrepor aos preconceitos".

Para Paulo Corte-Real, trata-se de "um passo que tinha que ser dado" para proteger "o superior interesse destas crianças e famílias e pelo respeito dos direitos humanos".

A co-adoção por casais do mesmo sexo diz "respeito à proteção de crianças que já existem, à garantia de que terão direito ao reconhecimento das suas figuras parentais a todos os níveis, na saúde, na educação e em caso de eventual morte da única pessoa que era legalmente reconhecida", afirmou.

Sublinhando que esta questão é "fundamental e fulcral para a vida destas crianças e famílias", recordou que Portugal já tinha sido apontado pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos como estando em violação.

"Portugal hoje dá o exemplo de respeito pelos direitos humanos a nível mundial em relação a esta questão", sustentou, lamentando que tenha ainda existido deputados que não tenham "aparentemente informação suficiente para que não tenham sobreposto o interesse destas crianças à sua visão do mundo".

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