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Funcionário judicial vai ser julgado no âmbito do caso E-Toupeira
Júlio Loureiro mostrou-se surpreendido com a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa de o levar a julgamento no âmbito do processo E-Toupeira.
"Digo o que tenho dito desde o primeiro dia: não fiz nada, mas não vale a pena continuar com esse discurso. Não posso fazer mais comentários porque o que sei sei-o pela comunicação social. Não consigo perceber a razão pela qual terá sido decido levar-me a julgamento. Vou aguardar serenamente e respeitar a Justiça, analisar e decidir o que tenho de fazer", afirmou esta quarta-feira à CMTV e SIC Notícias, sublinhando que vai manter-se ao serviço do Tribunal de Guimarães.
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E prosseguiu, negando uma vez mais o envio de qualquer informação a Paulo Gonçalves. "Nunca enviei nada, nunca fiz nada, nunca tive acesso. Nada. Nunca fiz nada. Estou morto por ser notificado e conseguir perceber por que é que nesta altura a Relação decidiu levar-me a julgamento. Não consigo perceber, do fundo do coração".
O escrivão e ex-observador de árbitros vai ser julgado pelos seguintes crimes: um crime de corrupção passiva, um crime de favorecimento pessoal, seis crimes de violação de segredo de justiça, 21 crimes de violação de segredo por funcionário, nove crimes de acesso indevido e nove crimes e violação do dever de sigilo.
A acusação do MP sustentava que Paulo Gonçalves, enquanto assessor da administração da Benfica SAD, e no interesse da sociedade, solicitou aos funcionários judiciais Júlio Loureiro e José Silva que lhe transmitissem informações sobre inquéritos, a troco de bilhetes, convites e 'merchandising' do clube.
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