Mark Ruffalo: «Nunca imaginei fazer de Hulk»

O ator falou sobre um dos maiores desafios porque já passou no cinema no filme "Os Vingadores"...

Mark Ruffalo: «Nunca imaginei fazer de Hulk»
Mark Ruffalo: «Nunca imaginei fazer de Hulk»

Simpático, sereno e muito honesto nas opiniões, falámos em Londres com Mark Ruffalo sobre um dos maiores desafios porque já passou no cinema: é o novo Hulk no filme "Os Vingadores". Depois de estrear a 25 de Abril, o épico de super-heróis da Marvel já bateu o recorde e melhor abertura do ano em Portugal.

Que influência os heróis da Marvel tiveram para si?

Li muitas BD’s quando era miúdo, com os meus primos. Não era propriamente fanático, mas era a forma de nos entretermos ao fim-de-semana, íamos passando revistas entre todos. Lia o Batman, Justice League, Os Vingadores, Capitão América e invariavelmente era um grande fã do Hulk, via a série de TV. Brincávamos a recriar estas personagens. Mais tarde o Wolverine e os X-Men também fizeram parte da minha cultura.

Os Vingadores da Marvel fazem 50 anos para o próximo ano. Tem sido muito pressionado pelos fãs com ameaças?

Começou com ameaças de morte... (risos) Quando aceitei o papel não levei em conta que os fãs eram tão interventivos e com tantas opiniões, mesmo antes de gravarmos o filme. Levei com muitas críticas quando anunciaram o meu nome como o novo Hulk. Muitas pessoas ficaram zangadas. Não conseguiam perceber como é que me podiam ter escolhido a mim para ser Hulk. Nunca tive um papel tão escrutinado, mesmo antes da rodagem. Mas percebi que isto acontece por ser uma personagem tão acarinhada e já ter havido tantos bons Bruce Banner/Hulk, como Eric Bana e Edward Norton. Respeito esses actores e admiro-os, e vi isto apenas como uma continuação do bom trabalho que eles fizeram e espero que satisfaça o apetite voraz dos fãs desta personagem.

Qual foi a coisa mais louca que um fã fez para chamar a sua atenção?

Ontem na antestreia vi uns Hulk muito divertidos, alguns um pouco gordinhos, com meias verdes e coisas do género.

Com a sua carreira acredito que nunca poderia ter imaginado em ser estrela num filme de super-heróis como este, onde é um génio da ciência que tem um alter-ego chamado Hulk feito em computador...

Nunca imaginei passar por este momento, é verdade. O convite foi uma grande surpresa, mas fiquei feliz por terem pensado em mim e espero que me voltem a convidar para esta “dança” outra vez, porque tem sido uma bela aventura. Embora este filme seja diferente dos outros filmes com o Hulk, porque o herói raivoso verde é mesmo interpretado por mim através da tecnologia de motion capture, antes era tudo feito pelo computador em CGI. Temos de usar a nossa imaginação e há muitas parecenças com o teatro. Todos aqueles anos em que fiz teatro ajudaram-me a ter a imaginação para fazer estas cenas de uma forma convincente. Nem eu esperava que fossem tão úteis.

Como funciona o motion capture?

Foi um grande desafio, porque o mecanismo tira-nos muita concentração. Temos de por umas gerigonças à volta do corpo e é isso que capta os nossos movimentos. Acabou por tornar-se divertido, mas só depois de estar habituado a parecer uma verdadeira ferramenta. E tudo isto no fato mais feio possível, que parecia uma espécie de pijama e tiraria o sono a qualquer pessoa minimamente vaidosa.

O que pensa que Joss Whedon [o realizador] viu em si para lhe oferecer o papel?

Ele conhecia bem o meu trabalho e houve coisas que fiz um pouco mais negras e duras. Viram essas qualidades em mim. Eu perguntei-lhe mesmo: “porque eu, Joss?” Ele disse que eu traria um certo sentido de humor a esta personagem mais negra que gostava de ver. Queria que o Bruce Banner fosse um homem comum, apesar de ser um cientista brilhante. Não sei porquê. Tentei convencê-lo a desistir de mim, acreditem (risos).

Lembra-se de alguma cena mais especial no filme?

Tenho uma cena incrível com o Downey Jr. que por algum motivo acabou por não ser seleccionada para o filme, mas espero que apareça no DVD. E neste filme ele é tão bom como em qualquer outro papel que fez. É uma espécie de mestre ZEN a falar com o seu estudante, fiquei com pena que não apareça no filme. Foi um sonho trabalhar com ele. É um actor muito sério.

Sabe bem o quão a vida é preciosa até porque já correu risco de vida. Acha que tem saboreado todos os momentos?

Valorizo muito o que tenho, sem dúvida. E às vezes esqueço-me um pouco disso, da sorte que temos em poder viver a vida de forma plena. Nesses momentos não estou no meu melhor.

Tenciona realizar mais algum filme?

Estou de desenvolver uma história que quero levá-la para as salas de cinema. É sobre uma antiga estrela pornográfica que está a educar sozinho o seu filho de 13 anos depois da sua ex-mulher e o filho terem estado num acidente de carro. E a mulher dele morre. É um filme muito parecido com o filme que fiz, ‘Os Miúdos Estão Bem’, na sensibilidade que tem e na forma como mistura drama e comédia. O miúdo é muito precoce e inteligente e vivem num apartamento com um quarto e andam em busca de um lar.

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