Mau tempo: Ordenada evacuação de parte da baixa de Alcácer do Sal por subida do Sado

Autoridades estão no local a monitorizar a situação

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Risco volta a aumentar em Alcácer do Sal devido à subida do nível do rio Sado
Risco volta a aumentar em Alcácer do Sal devido à subida do nível do rio Sado • Foto: Rui Minderico/Lusa

A Proteção Civil ordenou a evacuação de parte da baixa da cidade de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, como a Avenida dos Aviadores, devido à subida do nível do rio Sado, que inundou a zona.

Em declarações à agência Lusa, o comandante sub-regional de Emergência e proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, explicou que "às 17:30 era a baixa-mar, mas o rio já estava a galgar as margens".

"A Avenida dos Aviadores voltou a ficar inundada hoje de manhã e, desde a preia-mar [maré alta] até agora à baixa-mar, não houve diminuição do nível do rio, pelo contrário, o nível até aumentou", destacou.

O comandante disse que "também na parte da marginal está tudo inundado", pelo que "foi decidido evacuar esta zona da cidade, devido à preia-mar, que vai ser às 00:00 de quinta-feira".

Para Tiago Bugio, estão reunidas as condições para que, eventualmente, possa ocorrer "um fenómeno semelhante ao da passada sexta-feira, quando a inundação foi maior e atingiu uma altura mais elevada".

Nos últimos dias, com a descida da água na zona da baixa da cidade, iniciaram-se os trabalhos de limpeza e "algumas pessoas que tinham sido retiradas, por precaução, regressaram às suas casas", lembrou.

Agora, com a ordem de evacuação, "não há necessidade de retirar ninguém" dos pisos térreos, ocupados sobretudo por "lojas, bancos, restaurantes e outros comércios".

"Moram pessoas nos andares superiores dos edifícios. Foram avisadas, mas até agora ninguém quis sair", disse à Lusa, frisando que "ninguém solicitou esse apoio às autoridades" para deixar a sua casa, embora admitindo que, "se alguém tiver saído, foi para casa de familiares".

Os trabalhos de limpeza foram, entretanto, interrompidos, acrescentou, encontrando-se as autoridades no local a monitorizar a situação, nomeadamente a subida do nível das águas do Sado.

"As perspetivas são algo pessimistas para a próxima madrugada, porque achamos que vai aumentar a cheia", estimou.

Atualmente, acrescentou o comandante sub-regional, "estão sete barragens a efetuar descargas para o rio Sado", mais precisamente as de Vale de Gaio, Pego do Altar, Odivelas, Campilhas, Alvito, Fonte Serne e Roxo.

Na manhã de hoje, a presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, disse à Lusa que a Avenida dos Aviadores tinha voltado a ficar inundada.

A autarca explicou então que o caudal do rio subiu porque "o período de maré cheia, que atingiu o pico às 11:30, coincidiu com as descargas das barragens", devido à chuva.

Com a subida do nível da água, as povoações de Santa Catarina e Casebres e a Barrosinha, zona periférica da cidade de Alcácer do Sal, voltaram a ficar isoladas, acrescentou a presidente do município.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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