Morreu Jesse Jackson, o defensor dos direitos civis nos EUA que marchou ao lado de Martin Luther King

Tinha 84 anos e foi diagnosticado com Parkinson e Paralisia Supranuclear Progressiva.

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Jesse Jackson, defensor dos direitos civis, discursa no Cairo
Jesse Jackson, defensor dos direitos civis, discursa no Cairo • Foto: Foto AP/Bill Foley

Morreu esta terça-feira, aos 84 anos, Jesse Jackson, um defensor de longa data dos direitos civis que marchou ao lado de Martin Luther King Jr. e foi duas vezes candidato presidencial. A informação foi avançada pela família.

"O nosso pai foi um líder servidor, não apenas para a nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os marginalizados ao redor do mundo", disse a família Jackson num comunicado citado pela . "A sua crença inabalável na justiça, na igualdade e no amor inspirou milhões, e pedimos que honrem a sua memória continuando a luta pelos valores pelos quais ele viveu."

A família optou, contudo, por não revelar qual foi a causa de morte. No comunicado, esclareceu apenas que Jesse Jackson morreu em paz, rodeado pelos seus ente queridos.

Jackson já havia sido internado num hospital, em novembro do ano passado e, de acordo com a Rainbow PUSH Coalition, vivia há mais de uma década com Paralisia Supranuclear Progressiva - uma doença que afeta a capacidade de andar ou engolir e que pode levar a outro tipo de complicações. Em 2017, Jackson já havia também revelado que tinha Parkinson: acabou por ser tratado no Northwestern Medicine, em Chicago, durante pelo menos dois antes até partilhar publicamente o seu diagnóstico médico. Embora a doença de Parkinson não cause diretamente a morte de alguém, pode impor um grande desgaste no organismo, escreve a .

Jesse Jackson nasceu em Greenville, Carolina do Sul, e ganhou destaque na área dos direitos civis depois de ter participado em manifestações ao lado de Martin Luther King Jr. O seu ativismo estendeu-se por décadas.

Jackson frequentou a Universidade Estadual de Agricultura e Tecnologia da Carolina do Norte e formou-se em sociologia. Foi durante os seus estudos em teologia, no Seminário Teológico de Chicago, que começou a mobilizar o apoio estudantil a Martin Luther King Jr., tendo participado numa marcha no Alabama, em 1965.

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