Normalizada circulação na Linha Azul do Metropolitano de Lisboa

Esteve interrompida entre as estações Pontinha e Marquês de Pombal devido a uma inundação

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Inundação causa interrupção na linha azul do metro de Lisboa.
Inundação causa interrupção na linha azul do metro de Lisboa. • Foto: Pedro Elias / Jornal de Negócios

A circulação na Linha Azul do Metropolitano de Lisboa foi normalizada pelas 21:49 desta quinta-feira, após ter sido interrompida entre as estações Pontinha e Marquês de Pombal devido a uma inundação, adiantou fonte da empresa.

O diretor de comunicação do Metropolitano de Lisboa, Nuno Soares, tinha referido que o corte na circulação se deveu a uma subida "rápida e excecional" dos níveis freáticos subterrâneos perto da estação Jardim Zoológico.

Além das equipas do Metro de Lisboa, também os Bombeiros Sapadores de Lisboa estiveram no local para retirar a água que surgiu no túnel.

O Metropolitano de Lisboa revelou também hoje que adotou medidas de proteção das infraestruturas e comboios junto à zona ribeirinha, nas estações Terreiro do Paço, da Linha Azul, e Cais do Sodré, da Linha Verde, que podem criar constrangimentos na circulação na sexta-feira de manhã.

Antes do início da exploração na sexta-feira de manhã, estes materiais terão que ser retirados para serem "repostas as condições normais de funcionamento" do metro.

"Embora isto dependa do evoluir da situação (...), admitimos neste momento que há uma hipótese (...) de haver algum atraso na abertura à exploração das linhas Azul e Verde", frisou Nuno Soares.

O diretor de comunicação do Metropolitano de Lisboa acrescentou que a empresa irá atualizar de forma permanente a informação sobre as suas linhas.

O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).

Normalmente, o metro funciona entre as 06:30 e as 01:00.

Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 8 de fevereiro para 68 concelhos, voltando hoje a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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