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O Novo Banco saiu da Venezuela em 2019, e fechou contas de empresas públicas do país, deixando o dinheiro retido
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O Novo Banco tem retidos cerca de mil milhões de euros, dinheiro que foi bloqueado a empresas públicas da Venezuela em 2019. O 'Expresso' revela esta sexta-feira, apontando que 300 milhões de euros já foram devolvidos a um banco de Caracas, uma vez que o montante total ascendia a 1,3 mil milhões.
Este valor esteve temporariamente estacionado na Caixa Geral de Depósitos por ordem judicial, mas em 2023 houve ordem para que regressasse às contas do Novo Banco, entretanto adquirido pelo BPCE. Entre as empresas que viram o banco português ficarem com o dinheiro estão a Petróleos de Venezuela, Banco de Desarrollo Económico y Social de Venezuela.
Este caso data de quando o BES entrou na Venezuela, em 2012, através de uma agência, que António Ramalho depois viria a fechar. O banco encerrou as contas de empresas públicas venezuelanas em 2019 e rejeitou, segundo a publicação, entregar o dinheiro, argumentando não saber quem tinha legitimidade para o reclamar, dado que a vitória eleitoral de Nicolás Maduro não era reconhecida, em prol de Juan Guaidó.
Em causa estão declarações do autarca sobre a etnia cigana numa assembleia municipal.
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