Situação crítica em várias zonas devido às cheias
A Proteção Civil Municipal de Vila Franca de Xira informou que, apesar de os cenários previstos para o comportamento do rio Tejo na noite quinta para hoje não te se terem confirmado, houve inundações de algumas zonas ribeirinhas.
Em comunicado, a Proteção Civil daquele município localizado no distrito de Lisboa recomenda à população que evite as zonas ribeirinhas e retire viaturas de zonas inundáveis.
As autoridades pedem ainda que a população proteja bens e documentação importante e que, em caso de cheias, se dirija para zonas altas ou pisos superiores.
"Em situação de emergência, os bombeiros emitirão um alerta com cinco toques de sirene", alerta ainda aquele organismo.
"Com a aproximação da depressão Marta, a Proteção Civil mantém-se em estado de prontidão e continuará a monitorizar a situação, emitindo novas informações sempre que necessário", refere a nota.
A proteção civil informou que não foram registadas durante a noite situações significativas relacionadas com aumento dos caudais dos rios, com exceção do Douro que transbordo para as margens do Porto e Vila Nova de Gaia.
"Não temos conhecimento a esta hora [08:30] de situações gravosas. O aumento dos caudais dos rios continua a ser monitorizado pelos Comandos Sub-Regionais, mas não temos indicação de que durante a noite tenham sido retiradas mais pessoas", disse à agência Lusa Elísio Pereira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
De acordo com Elísio Pereira, a situação mais preocupante foi registada no rio Douro, que transbordou hoje de madrugada para as margens do Porto e de Nova de Gaia, mas sem vitimas ou danos significativos.
A Capitania do Douro alterou o alerta de iminência de cheias de laranja para vermelho, estando já interditada a navegação no rio e ativadas medidas restritivas específicas dos planos municipais de intervenção, disse hoje o comandante adjunto.
"Alterámos o laranja para vermelho, o que significa que passámos para a probabilidade de estarmos na iminência da ocorrência de cheias. Significa que algumas zonas que ainda não tinham sido atingidas pela água começaram a ser atingidas com outro significado, e também permite a outros agentes tomarem determinadas medidas", explicou Pedro Cervaens.
Entre as medidas previstas neste alerta vermelho, o nível mais elevado, está a interdição da navegação a todos os navios e embarcações no rio Douro, a implementar pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).
Em declarações à agência Lusa, cerca das 07:30, o comandante adjunto da Capitania do Douro disse que só é permitida a navegação em regime de exceção, ou seja, "caso seja necessário por questões de segurança".
"Os municípios, no âmbito dos seus planos prévios de intervenção, também estão articulados com estes alertas e implementam também outras medidas. Enquanto estes caudais se mantiverem assim, durante um período significativo, vamos manter o alerta vermelho para o rio Douro", resumiu.
Entre as medidas possíveis podem ser implementados "condicionamentos mais restritos".
O município do Pombal vai realizar as eleições presidenciais no domingo, apesar das condicionantes decorrentes da falta de energia e comunicações, mas alerta para a injustiça de grande parte da população não ter conseguido acompanhar a campanha.
Por causa das consequências do mau tempo, já três municípios decidiram adiar a realização das eleições presidenciais de domingo: Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã.
Em comunicado, a Câmara Municipal do Pombal informa que a decisão foi tomada na quinta-feira na reunião diária do Centro de Coordenação Operacional Municipal (CCOM), onde têm assento várias entidades, incluindo o executivo municipal e as juntas de freguesia.
Na nota, a autarquia diz que estão reunidas as condições físicas para-a realização do ato eleitoral, mas que não está garantido o direito do período de reflexão, tendo em conta que a maioria dos habitantes está preocupada em resolver os estragos nos seus bens causados pelo mau tempo.
Insiste que esta situação cria uma "tremenda injustiça" para grande parte da população do concelho, que não conseguiu acompanhar a campanha eleitoral em igualdade de oportunidade com o restante território nacional devido às condicionantes do mau tempo.
O Metropolitano de Lisboa retomou a operação, às 06:30, em toda a rede, incluindo nas linhas Azul e Verde, que tinham sido alvo de medidas de proteção devido ao possível aumento do caudal do Tejo, segundo a empresa.
"Foi possível repor atempadamente as condições operacionais nas estações da frente ribeirinha, após as medidas de proteção adotadas durante a madrugada", informou hoje a empresa numa nota divulgada no seu 'site'.
A empresa tinha alertado na quinta-feira para a possibilidade de existirem constrangimentos na operação do Metro, incluindo atraso na abertura das linhas Azul e Verde devido ao aumento do caudal do rio Tejo e da possibilidade de inundação das zonas ribeirinhas.
Por isso, o Metropolitano de Lisboa adotou medidas de proteção das infraestruturas e comboios junto à zona ribeirinha, nas estações Terreiro do Paço e Cais do Sodré.
As medidas de proteção foram adotadas nas estações Terreiro do Paço, da Linha Azul, e Cais do Sodré, da Linha Verde, para "garantir tanto quanto possível a estanqueidade" nestas zonas.
O rio Douro transbordou esta madrugada para as margens do Porto e de Gaia, com a água a entrar na zona das esplanadas, sem causar para danos significativos, disse o comandante adjunto da Capitania do Douro.
Num ponto de situação à agência Lusa cerca das 6H45, Pedro Cervaens atribuiu a subida do caudal do rio Douro à chuva intensa que se fez sentir no interior norte de Portugal e em Espanha.
"Hoje o rio subiu até os 6,15 metros de cota no Cais dos Banhos [zona de referência]. É a primeira vez que atinge esta cota tão alta. Portanto, já passou ali o cais da Ribeira [Porto] e Afurada [Gaia]. Está perto das esplanadas, mas não temos informação de qualquer ocorrência assim de significado", disse.
Reforçando não ter conhecimento de "situações complicadas", o comandante adjunto da Capitania do Douro recordou que os acessos já tinham sido condicionados e os bens acautelados.
"Vamos ver agora as próximas horas e os próximos dias como é que isto se mantém, porque a cota subiu desta forma devido ao aumento muito significativo das descargas. Já ultrapassamos, na barragem de Crestuma, os 7 mil metros cúbicos por segundo pela primeira vez também", descreveu.
Pedro Cervaens referiu que embora o litoral não tenha sentido muito, houve muita chuva no interior e em Espanha, o que fez aumentar o caudal não só do rio Douro, mas de todos os afluentes.
"Estão a debitar mais e, por isso, há muita água que aporta ao caudal. As barragens não têm outra hipótese se não debitar água", concluiu.
Bombeiros e Exército asseguram o transporte entre a freguesia da Ereira e a vila de Montemor-o-Velho, devido ao "forte condicionamento à circulação de veículos ligeiros" nos cerca de quatro quilómetros (km) que separam as duas localidades.
Numa informação divulgada hoje, o município de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, explicou que a extensão daquele transporte alternativo se deve à subida das águas na Estrada Municipal 601 entre a Ponte de Verride (sobre o canal principal do Mondego) e a Ponte de Alagoas -- localizada sobre o leito abandonado, à entrada da sede de concelho --, troço conhecido como 'reta do campo'. Esta medida, que entrou em vigor às 07:00, com frequência de meia em meia hora, em contínuo, pretende possibilitar o acesso a Montemor-o-Velho à população residente na União de Freguesias de Abrunheira, Verride e Vila Nova da Barca, na margem esquerda do rio Mondego.
A noite foi de sobressalto em várias zonas do país por causa das cheias.
Dez distritos de Portugal continental, a costa norte da Madeira e o Porto Santo estão hoje sob aviso laranja - o segundo mais grave - por causa da agitação marítima, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). De acordo com o IPMA, devido à agitação marítima a costa norte da Madeira e o Porto Santo estão sob aviso laranja até às 15:00 de hoje, um alerta que estará em vigor até ao meio-dia de sábado nos distritos de Viana do Castelo, Porto e Beja.
Portugal está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo, com chuva persistente e por vezes forte.
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