Revolução às cores: as preferências e segredos dos capitães de Abril

Quatro das principais figuras do Movimento das Forças Armadas são ou foram associadas a clubes

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Quatro das principais figuras do Movimento das Forças Armadas são ou foram associadas a clubes. Record conta-lhe tudo no aniversário da revolução, quer faz esta terça-feira 49 anos.

Salgueiro Maia: Capitão sem medo... nem clube

Símbolo da Revolução dos Cravos por liderar a coluna de blindados que forçou a rendição de Marcelo Caetano, Salgueiro Maia é apontado como benfiquista, mas nenhum dos biógrafos do ‘capitão sem medo’ confirma a teoria gerada por uma sua fotografia em criança, na qual tem um pin do Benfica no casaco, colocado por um amigo da família. Ao ícone do 25 de Abril nunca se viram manifestações clubísticas. Não gostava de futebol, mas apreciava desporto, sendo um entusiasta de equitação, pugilismo e atletismo.

Otelo Saraiva de Carvalho: Rebelde, ator e benfiquista

Um dos arquitetos do plano de operações do 25 de Abril de 1974. Otelo fez teatro e ainda chegou a considerar uma carreira no palco. Após a Revolução dos Cravos, chegou a coronel e também tentou uma (mal-sucedida) carreira política e era um assumido adepto do Benfica, embora frequentasse o velho Estádio da Luz – que considerava "um monumento" – de forma episódica. Concedeu uma entrevista a Record em abril de 2001, na qual confessou a paixão pelas águias, no qual criticou o "crescimento desumano" do futebol.

Vasco Gonçalves: Coronel vermelho... e encarnado

O general que chegaria a Primeiro-ministro durante o Período Revolucionário Em Curso (PREC) amava desporto, ou não fosse conhecido também por ser filho de Vítor Gonçalves, ex-médio do Benfica que participou nos primeiros desafios da Seleção Nacional. Adepto do emblema encarnado por influência do pai, praticou atletismo de águia ao peito durante a juventude. Pese a forte atividade militar e política (era próximo do PCP), nunca abandonou a prática desportiva. Faleceu aos 84 anos, enquanto nadava.

Vasco Lourenço: Um leão de intervenção

O mais interventivo a nível clubístico de todos os membros do Movimento das Forças Armadas, Vasco Lourenço é sportinguista militante. Em 1975, em plena febre revolucionária, evitou a prisão do então presidente leonino João Rocha. Passou a ser visto na tribuna de Alvalade, mas irritava-se com tentativas de favorecimento a clubes durante reuniões do Conselho da Revolução. Passou à reserva como tenente-coronel, tornou-se presidente da Associação 25 de Abril e foi mais tarde membro do Conselho Leonino.





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