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Porta-voz do Livre exerceu o seu direito cívico no Liceu Gil Vicente, em Lisboa
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O porta-voz do Livre apelou este domingo ao voto na segunda volta das eleições presidenciais, realçando que existem eleitores que não vão exercer hoje o seu direito devido às consequências das tempestades que assolaram o país.
"Votem por vocês, mas desta vez votem também por aqueles que querem votar e não podem votar, isso é muito importante", apelou Rui Tavares, após ter exercido o seu direito de voto no Liceu Gil Vicente, em Lisboa, realçando que esta é a "única maneira de garantir um país melhor para todos".
O deputado do Livre disse esperar que toda a eleição decorra "com inteira normalidade, dentro do possível", incluindo nos concelhos nos quais os eleitores só vão votar no próximo dia 15, devido às consequências do temporal no país.
Tavares manifestou algum receio de que a abstenção seja elevada nesta segunda volta, apesar de acreditar que não será tão alta como nas presidenciais de 2021 (que registou 60,7%, número recorde neste sufrágio), altura em que o país atravessava o período pandémico causado pela covid-19.
Interrogado sobre se tinha alguma palavra para os eleitores que apenas vão votar na próxima semana, o dirigente realçou que Portugal "é um país com uma democracia madura" no qual os atos eleitorais se têm desenrolado "com normalidade" e sem incidentes.
"Isso testemunha o sentido de maturidade dos portugueses em relação à democracia e creio que toda a gente compreende esse sentido e quando puder votar, irá votar e, depois, serão contados todos os resultados, incluindo os da diáspora também, que vêm dos nossos serviços consulares onde também tem havido muito trabalho há muitas semanas para organizar este ato eleitoral, e teremos o resultado que nos dará o próximo Presidente da República", afirmou.
Até cerca das 17:00 de sábado, tinha sido adiada a votação em 16 freguesias e três assembleias de voto -- Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã --, onde os eleitores votarão apenas no próximo domingo, dia em termina também a situação de calamidade decretada pelo Governo em 68 concelhos, após a passagem da tempestade Kristin.
Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o novo Presidente da República, que sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro.
Na primeira volta, António José Seguro obteve 31,1% dos votos e André Ventura 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.
Na primeira volta, em 18 de janeiro, à mesma hora, a afluência foi de 45,51%
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