Sócrates abandona PS para "pôr fim a embaraço mútuo"

Considera que está a ser alvo de "uma espécie de condenação sem julgamento" por parte dos dirigentes do PS

• Foto: Inês Gomes Lourenço

José Sócrates decidiu abandonar o Partido Socialista e pediu a desfiliação do partido, na sequência das críticas de que foi alvo nos últimos dias.

O antigo líder do PS considera que está a ser alvo de uma "condenação sem julgamento" e por isso decidiu "pôr fim a este embaraço mútuo".

Vários dirigentes do PS, como Carlos César e João Galamba, referiram nos últimos dias que o partido estava envergonhado com os casos de corrupção que envolvem Sócrates e Pinho, que estão a ser investigados pela justiça.

Esta quinta-feira foi a vez do primeiro-ministro, António Costa, referir que a "confirmarem-se" as suspeitas de corrupção nas políticas de energia por membros do Governo de José Sócrates, será "uma desonra para a democracia".

O primeiro-ministro assumiu esta posição na conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, após ter sido confrontado com os casos judiciais que envolvem o antigo ministro Manuel Pinho e o antigo chefe de Governo socialista José Sócrates.

Numa carta enviada ao PS e que é publicada na edição de sexta-feira do Jornal de Notícias, Sócrates refere que está a ser alvo de "uma espécie de condenação sem julgamento". E por isso considerou que "é chegado o momento de pôr fim a este embaraço mútuo".

Sócrates considera uma "injustiça" a postura da direcção do PS que se junta assim "à direita política na tentativa de criminalizar uma governação". O ex-primeiro-ministro diz que este comportamento "ultrapassa os limites do que é aceitável no convívio pessoal e político".

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