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O núcleo de economistas da Universidade Católica considera a projeção do governo para este ano "otimista". Num cenário central, o PIB deverá encolher 10%, mas o tombo pode ser bastante superior, avisam.
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A queda do PIB português poderá atingir os 17% este ano, assumindo um cenário mais pessimista. O aviso foi deixado esta quarta-feira pelo núcleo de economistas da Universidade Católica, que consideram a projeção assumida pelo Governo no âmbito do Orçamento do Estado Suplementar demasiado "otimista".
Na síntese da folha trimestral de conjuntura do Católica Lisbon Forecasting Lab – NECEP, a que o Negócios teve acesso, os economistas explicam que os indicadores existentes permitem elaborar projeções de recessão para este ano que variam entre os 5% e os 17%, consoante se admita um desenvolvimento da atividade económica nos próximos meses mais ou menos otimista. Na análise anterior, publicada em abril, o intervalo de projeção ia ainda mais longe, admitindo uma contração de 20% este ano.
Já o cenário central da Católica continua a apontar para uma queda de 10%, que assume uma contração no segundo trimestre de 13% face aos primeiros três meses de 2020, e que está suportada no comportamento menos negativo de setores como a construção. O comércio a retalho também já está a dar sinais de recuperação, bem como as operações através da rede Multibanco. Neste caso, a taxa de desemprego ficará em torno dos 9%.
Mas num cenário mais negativo a queda vai até aos 17%. E também há indicadores que sustentam essa projeção. "A economia portuguesa poderá ter contraído cerca de 20%" no segundo trimestre, admitem os peritos. Esta estimativa é "suportada pela proporção muito elevada da população ativa, cerca de 25%, que esteve ausente do posto de trabalho normal durante o segundo trimestre," lê-se . Este cenário, explicam os economistas, é sustentado por indicadores como as vendas de veículos e o número de dormidas em estabelecimentos turísticos. A confirmar-se esta perspetiva, a taxa de desemprego será superior a 10%.
É por isso que os economistas consideram como "otimista" o cenário do Governo, que admite uma recessão de 6,9%. É que para que este valor anual se verifique é preciso "um segundo semestre do ano bastante favorável", argumentam.
Retoma pode ser "lenta e penosa"
A incerteza quando aos próximos meses é grande, mas os economistas colocam o foco no último trimestre de 2020. "Se a queda for muito superior a 5% então a destruição de capacidade produtiva, emprego e rendimento só permitirá uma recuperação lenta e penosa até aos níveis observados em 2019", avisam. Caso contrário, a recessão pode ser "curta e com rápida recuperação".
No cenário central do NECEP, a economia portuguesa ficará em 2021 cerca de 8% abaixo do nível de 2019 e em 2022 continuará 5% abaixo. Só num cenário otimista é possível admitir a hipótese de um regresso aos níveis pré-pandemia já no próximo ano, indicam.
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