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Fabricante automóvel tem despesas fixas de cerca de dois mil milhões de euros por semana
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O grupo Volkswagen admite a possibilidade de eliminar postos de trabalho caso a pandemia da covid-19 não seja controlada rapidamente. A fabricante automóvel tem despesas fixas de cerca de dois mil milhões de euros por semana, indicou o CEO do grupo alemão ao canal televisivo ZDF.
"Não estamos a vender ou a realizar receitas sem ser na China", referiu Herbert Diess. E, revelou, o grupo tem de suportar custos fixos de "cerca de dois mil milhões de euros por semana".
"Temos de repensar a produção. Ainda não temos a disciplina que tivemos na China nas nossas fábricas na Alemanha", disse o responsável. "Só se nós na Europa, como a China, Coreia do Sul e outros países asiáticos, conseguirmos controlar este problema é que teremos a oportunidade de sair desta crise sem a perda de empregos", sublinhou Diess.
O CEO do grupo germânico indicou que a procura na China está a recuperar, mas que a produção ainda se encontra a metade dos níveis anteriores à crise.
A Volkswagen está a estudar formas de retomar a produção com os trabalhadores a manterem distâncias de segurança e reforçando medidas de higiene e desinfeção, referiu ainda Diess.
O grupo Volkswagen conta com 671 mil trabalhadores e 124 fábricas espalhadas pelo mundo. Destas fábricas, 72 são na Europa, incluindo a Autoeuropa, em Palmela, e 28 localizam-se na Alemanha. Atualmente, a produção está suspensa por completo na Europa.
Esta sexta-feira, soube-se que a Autoeuropa, que parou a laboração a 16 de março, decidiu prolongar a suspensão da produção até 12 de abril. Isto significa uma redução de cerca de 23 mil veículos produzidos na fábrica de Palmela, que no ano passado alcançou um recorde de produção de 256.878 unidades.
Volkswagen não estuda recorrer a ajudas estatais
Esta sexta-feira, o chief financial officer (CFO) da Volkswagen, Frank Witter, indicou que o grupo não vê necesidade de recorrer a ajudas estatais.
Em entrevista ao jornal alemão Boersen-Zeitung, Witter revelou que as vendas de ligeiros de passageiros estão a cair 40% em março.
E, embora para já a administração pretenda manter a distribuição de dividendos, Witter ressalvou que o grupo está a estudar atentamente as necessidades de investimento e de despesa fruto da atual crise.
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