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Luís Godinho: «Não desejo a ninguém aquilo que eu e a minha família passámos»

Árbitro recebeu ameaças
• Foto: Ricardo Nascimento

O árbitro internacional Luís Godinho admite que a temporada 2020/21 não deixa saudades. “Foi uma época atípica, com muito ruído à minha volta. Só o facto de estar ainda as 24 horas do dia protegido pelo Corpo de Segurança Pessoal da PSP mostra a dimensão que isto tomou”, revelou à Rádio Despertar de Estremoz.

O árbitro alentejano lamenta que “a clubite faça com que este tipo de coisas aconteçam” e lembra aquilo que tem vivido, desde que recebeu ameaças de morte depois do Sp. Braga-FC Porto das meias-finais da Taça de Portugal. “Por muito que nos preparemos, nunca estamos preparados para este tipo de coisas. Há limites e esses limites foram ultrapassados pois não estamos preparados para ver a nossa família metida nisto”, afirmou, acrescentando não ser justo que tenha de mudar a sua vida, e também da sua família, depois da profissão que abraçou: “Não desejo a ninguém aquilo que eu e a minha família passámos. Queremos dar um passeio, até por aqui, e temos de andar sempre com alguém atrás de nós. Isto faz algum sentido? Portugal não é um país de terceiro Mundo.”

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Por Record
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