João Ferreira sobre o penálti sobre Evanilson revertido no FC Porto-Rio Ave
"Foi no início do jogo, o Rio Ave tinha a bola, transporta-a para a zona defensiva, o árbitro é apanhado de surpresa e fica afastado do lance. Houve trabalho de equipa. O assistente considerou que o defesa só quis jogar a bola. Ele não joga a bola, é importante dizer isso também. O árbitro com esta informação, de perceber que o defesa não jogou a bola e perante a queda e a distância a que estava, entendeu assinalar penálti. Vamos à análise do VAR. Antes de explicar o que é suportável ou não. O nosso entendimento e orientações para os árbitros é que no penálti tem de existir uma ação do defensor que cause efeito no atacante. Os pequenos contactos fazem parte do futebol. Se calhar no meio campo marcam falta, mas não queremos pseudo ou micro-penáltis. Porque o penálti é uma coisa evidente, pois estamos a falar de uma decisão crucial do jogo, que por norma dá golo e que tem impacto. No VAR, ao ver a imagem, ao ver o contacto, entende que não causa a queda, porque o atacante ia a arrastar o pé e para ele não é suficente para causar a queda, pois o jogador ia cair de qualquer forma. E foi isso que o levou a chamar o árbitro. E o árbitro utilizou a mesma leitura: ele já ia a arrastar, há contacto e não é suficiente e vamos cancelar. A pergunta que se faz é: este penálti é suportável ou não? Na nossa opinião, não. Há outra imagem que mostra o contacto, mas a pergunta é: este contacto faz cair o atacante? Não. Nesse sentido, esta intervenção é correta e o árbitro fez bem. Depois a opção de dar ou não amarelo, o árbitro entende que é simulação e é perfeitamente aceitável. O penálti está bem cancelado.
Potenciar a queda. Este lance corrido tem tudo para penálti, mas a análise mais detalhada percebe-se que não era aquilo que ia fazer a queda e não era suportável", afirmou João Ferreira, vice-presidente do Conselho de Arbitragem da FPF.
