CA da FPF analisou mais lances da Liga Betclic e um da Taça de Portugal
A explicação de João Ferreira (Conselho de Arbitragem):
"O lance é muito rápido e a interpretação no campo foi de que o guarda-redes joga a bola. Quando os guarda-redes jogam a bola, há uma tolerância maior para o contacto, dizemos que faz parte da ação de defesa do guarda-redes. Na verdade, de uma forma muito ágil, o avançado do FC Porto antecipou-se ao guarda-redes, tirou a bola de lá e foi rasteirado, quase abalroado. Infração de uma forma imprudente. Muito bem o Fábio Melo e o Artur Soares Dias. O VAR disse a determinada altura para parar o jogo, isto está previsto no protocolo. Deve dizer ao árbitro para parar o jogo numa zona neutra para evitar que acontece um outro incidente a seguir."
VAR (Fábio Melo): Artur, podes interromper o jogo. Redomendo que venhas à zona de revisão para analisar um possível penálti. O atacante joga a bola e o guarda-redes entra em slide e derruba-o.
Árbitro (Artur Soares Dias): Penálti claro. Sem cartão nenhum.
A explicação de João Ferreira (Conselho de Arbitragem):
"O Tiago Martins teve uma excelente intervenção. Dois jogadores próximos, o braço está aberto, o Fábio Veríssimo está muito próximo, mas no meio dos jogadores não consegue detetar onde é que a bola bateu. Com as imagens vê-se que o jogador tem o braço aberto, interceta a bola e é penálti."
VAR (Tiago Martins): Fábio? Sugiro que venhas à zona de revisão para analisares uma mão para penálti. O braço está aberto em volumetria. Vou mostrar-te uma imagem parada e depois uma de longe para veres o movimento todo. Aqui o braço está afastado.
Árbitro (Fábio Melo): Sim, estou a ver.
VAR: Vou agora mostrar-te uma imagem mais afastada. Vou fazer zoom para veres melhor.
Árbitro: Para no momento do contacto aberto. é o jogador?
VAR: É o jogador número 4.
Árbitro: Jogador número 4 com o braço numa posição não natural. Decisão final: penálti sem cartão.
VAR: Exato.
A explicação de João Ferreira (Conselho de Arbitragem):
"Relembro que o protocolo VAR fala nisto: quando as imagens não provam o erro, o árbitro deve manter a sua decisão. Foi esse o entendimento do Gustavo Correia. As imagens estão muito longe e quando aplicamos o zoom, perdem qualidade. Agora, nenhum jogador a correr daquela forma manda o braço para trás e o defesa para cair daquela forma teve de haver alguma coisa. A dificuldade em provar é grande, mas a convicção também é muito grande. Claramente houve contacto e portanto o avançado do Arouca cometeu infração. Gostaríamos que, apesar das dificuldades, o árbitro tivesse a mesma convicção do VAR e tivesse assinalado infração."
VAR (Rui Costa): Gustavo, aconselho-te a vir à zona de revisão para uma possível falta no início da jogada. Aqui é o contacto. Eu vou puxar para trás.
Árbitro (Gustavo Correia): Mais próxima, por favor. Esta está muito zoom. Não consigo.
VAR: O avançado atira a mão para trás e atinge a cara.
Árbitro: Dá-me outra imagem. Mais fechada.
VAR: Fechada não temos.
Árbitro: Esta está com muito zoom. Não consigo ver se ele acerta na cara ou não. Nem consigo ver como é que lhe acerta na cara. Tens outra imagem?
VAR: Só tenho esta imagem.
Árbitro: Dá-me um bocadinho de zoom nesta. Está tudo arrastado. Rui, obrigado. Vou manter a minha decisão. Não consigo ver como é que lhe acerta com a mão na cara e não marcava penálti neste lance.
A explicação de João Ferreira (Conselho de Arbitragem):
"Isto em campo é imperceptível, mas o defesa, de uma forma imprudente, tira o pé de apoio ao avançado e comete infração. Penálti bem detetado pelo VAR. O árbitro tinha todas as condições para ver a imagem e assinalar penálti. Neste lance o árbitro considerou infração pela forma como o avançado cai, levando-o a considerar simulação e a dar-lhe amarelo. Os factos vieram provar outra coisa."
VAR (Fábio Melo): Cláudio, daqui VAR. Recomentdo que venhas à zona de revisão para analisar um penálti. Vou-te mostrar aqui um contacto do número 26 a resteirar o 28.
Árbitro (Cláudio Pereira): Mostra-me isso outra vez.
VAR: Vou mostrar outra vez. Ele é que lhe tira o pé de apoio.
Árbitro: Ele pousa o pé no chão. Mostra-me isso em imagem corrida mais aberta. Não quero daqui, mais da Master
VAR: Vão ser muito longe.
Árbitro: Isso daí. Para mim, isto não é falta. Qual é o número do jogador?
VAR: O número 26 é o defesa, o atacante é o 28.
Árbitro: Toque muito ligeiro.
A explicação de João Ferreira (Conselho de Arbitragem):
"Primeiro o lance é virado para fora do terreno de jogo, ou seja, o árbitro não tem hipóteses de ver este lance. Depois é duplamente ingrato porque é no limite da área. Daí a necessidade do VAR ir buscar a câmara de fora-de-jogo para verificar isso mesmo. As linhas fazem parte da área e esta ação é para penálti. Excelente intervenção."
VAR (Hugo Miguel): Godinho, peço para vires à zona de revisão para um penálti por mão na bola.
Árbitro (Luís Godinho): Já cá estou.
VAR: Este é o momento do contacto. A bola bate no braço direito.
Árbitro: Espera aí, para a imagem. Agora dá-me aí...
VAR: Vou dar-te a câmera de fora de jogo para veres que é praticamente em cima da linha, mas é dentro.
Árbitro: Ok, o número quê?
VAR: É o número 19. Mas isto é um cruzamento, sem cartão.
Árbitro: O número 19 joga a bola com a mão dentro da área.
A explicação de João Ferreira (Conselho de Arbitragem):
"O Luís Godinho está bem colocado e é apanhado de surpresa pelo próprio defesa que acaba por pisar o avançado de forma inadvertida. Temos de considerar isto como falta e muito bem o Hugo Miguel a chamar o árbitro. Bem decidido."
VAR (Hugo Miguel): Godinho, peço para vires à zona de revisão para veres um possível penálti
VAR: Há um pisão...
Árbitro (Luís Godinho): Olha, depois é amarelo para o Pedrão. A seguir, a gente já lá vai.
VAR: Depois já vejo isso. Agora há um possível pisão do defensor no pé do atacante.
Árbitro: Estou a ver, estou a ver. O pisão. Para lá no pisão.
VAR: Queres que mude câmara?
Árbitro: Eu não vejo esta imagem. Então qual é o jogador? É o 27. Após revisão, o jogador número 27 pisou o adversário.
A explicação de João Ferreira (Conselho de Arbitragem):
"O árbitro entendeu que houve infração. Aqui temos de perceber que há uma mão acidental, em que a bola vem de trás, acerta na mão do jogador do Arouca, que até está meio flácida e completamente natural. Isto não constitui infração. Só o é se for ele a seguir a marcar golo, o que não acontece. O golo é legal. Leitura correta do VAR, isto é uma mão acidental. O Carlos Macedo teve todas as ferramentas para validar este golo que tinha invalidado inicialmente. A interpretação do árbitro foi de que o braço está numa posição não natural e aberto. Não está. O que poderá ter levado a esta decisão, pode ter sido o facto do árbitro já não ter tido o descernimento necessário. Uma decisão incorreta."
VAR (Miguel Nogueira): Macedo?
Árbitro (Carlos Macedo): Sim?
VAR: Daqui VAR, eu recomendo que venhas à zona da revisão para analisares a falta que marcaste. Está bem?
Árbitro: Mas ele não jogou a bola com a mão?
VAR: Ele joga, mas não é ele que marca. Ele leva com a bola na mão, mas para mim a mão está numa posição completamente natural. Ele é surpreendido e a bola acaba por atingir o braço e sobre para outro jogador.
Árbitro: Vamos lá ver o que é que eu tenho de fazer aqui. Vamos lá ver. Ajuda-me aí, Miguel.
VAR: Ou seja, neste momento a bola...
Árbitro: A bola toca na mão.
VAR: A bola aqui toca-lhe na mão.
Árbitro: Sim
VAR: E depois, de seguida, quem vai marcar é o número 23. Não é ele. Ou seja, se fosse o jogador que joga a bola com a mão a marcar teríamos obviamente de invalidar.
Árbitro: Ou seja, é só se for ele, não é?
VAR: É. Como é o outro, para mim, não há infração de mão na bola. Antes de fecharmos a decisão deixa-me só validar a fase de ataque toda que não o fiz há bocadinho.
Árbitro: Então vê por favor. Ele joga a bola com a mão e o outro remata logo e é golo.
VAR: Certo, mas não é o mesmo jogador.
Árbitro: Mete esta imagem novamente. O braço está aberto, ó Miguel. Eu sei que ele não vê a bola.
VAR: Eu percebo a interpretação, Macedo. Para mim, ele é surpreendido e leva com a bola.
Árbitro: Ó Miguel... Vamos lá. Ok. Ou seja, é noutro jogador.
VAR: É outro jogador. Se for o mesmo jogador a marcar, claramente temos que anular, passa a ser factual.
Árbitro: E eu vou dizer o quê? Que isto é natural? Ajuda-me na comunicação.
VAR: Na minha opinião, a bola
Árbitro: É que toda a gente em campo quer... Olha eu vou manter a decisão.
A explicação de João Ferreira (Conselho de Arbitragem):
"Os lances de mão são sempre muito difíceis. A posição do braço acima da cabeça não é uma posição natural. Muito bem o VAR porque existe infração, há penálti. É um lance quase impossível de detetar a olho humano e pelo árbitro em campo, é para isto que há a vídeo-arbitragem. E mais, o cuidado que o árbitro teve com a fase de ataque. Depois de ver que existe penálti, pede para o VAR ver se existe falta na fase de ataque porque os jogadores estão a queixar-se disso."
VAR (Miguel Nogueira): Macedo? Daqui VAR. Recomendo que venhas à zona de revisão para um possível penálti.
Árbitro (Carlos Macedo): O que é que me vais mostrar, Miguel?
VAR: Vou mostrar-te uma mão, está bem? Do Abascal. Ele aborda o lance com o braço em cima da cabeça, ok? A bola apesar de bater no jogador que está à frente dele... para mim o braço não está numa posição natural.
Árbitro: E de quem é esta mão?
VAR: Vou mostrar-te outra imagem, ok? Aqui. Por trás da baliza.
Árbitro: Ok, esta mão está ali escondida. Não consigo ver isto
VAR: A bola apesar de bater na cabeça do número 10, para mim, o braço já está numa posição muito em cima e corre completamente o risco de fazer penálti.
Árbitro: Eles estão a pedir falta primeiro. Vamos só ver se isto é alguma falta primeiro.
VAR: Ok.
Árbitro: Siga, deixa rolar.
VAR: Queres outra imagem? A primeira imagem.
Árbitro: Não, não. estava bem aquela. Aquela estava bem. Já vi que é penálti. Deixa-me só ver se é falta atacante. Não. É penálti. Vou só dar penálti. Não vou dar amarelo.
VAR: Sim, para mim, sim.
A explicação de João Ferreira (Conselho de Arbitragem):
"Num quadro de leis de jogo isto é muito claro. Ou é infração clara de mão na bola, há um movimento ostensivo, um gesto deliberado na direção da bola ou uma volumetria ou então sendo mão acidental, só é infração se o jogador fizer golo imediatamente a seguir, se for um colega já não é infração. Este é um lance difícil, exigente. Se virmos o lance percebemos que há um ressalto entre os dois jogadores. Portanto, há um conjunto de ressaltos que não constitui infração. Em câmara lenta vamos potenciar gestos que na sua dinâmica normal são muito rápidos. Gostaríamos de ter visto o VAR a não intervir. O golo é legal, não há gesto deliberado em jogar a bola com a mão."
Hugo Miguel (VAR): Iancu, peço-te para vires à zona de revisão para cancelar o golo por falta na fase de ataque por mão na bola.
Iancu Vasicilica (árbitro): Sim, senhor. Sim, senhor.
Falta, menino... Obrigado, pessoal. Peço desculpa. Peço imensa desculpa. Está bem? Tem razão, eu fui burro. Peço desculpa.
Hugo, passa lá isso meia dúzia de vezes. Estou cá.
VAR: O atacante vai dominar a bola com a mão.
Árbitro: Sim. Hugo, após revisão. Hugo, ouve aqui por favor.
VAR: Sim, fala.
Árbitro: Após revisão o jogador número 9 domina a bola com a mão.
VAR: Sim.
Boa tarde! O Conselho de Arbitragem divulga, no programa 'Juízo Final' da Sport TV, mais comunicações áudio do VAR nos jogos da Liga Portugal Betclic. Aqui estarão todos os lances, as imagens e os vídeos das jogadas que serão analisados.
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