Tiago Martins: Quando uma conversa serve para mudar tudo

Juiz da AF Lisboa apostou em definitivo na carreira há dois anos e meio...

Tiago Martins: Quando uma conversa serve para mudar tudo
Tiago Martins: Quando uma conversa serve para mudar tudo • Foto: fernando ferreira

Tiago Martins quer seguir as pisadas de Pedro Proença. Tirou o curso de árbitro aos 17 anos, seguindo o caminho do pai, que apitou nos distritais; mas não foi nessa altura que decidiu abraçar a carreira. Foi preciso esperar muito tempo.

Formou-se em treino desportivo de alto rendimento, com opção futebol, e podia ter sido treinador ou árbitro. Preferiu dedicar-se aos ginásios e foi aí que se especializou, ocupando hoje, aos 34 anos, um lugar no topo da hierarquia numa cadeia de clubes dedicados à prática da atividade física.

A arbitragem serviu sempre como um hóbi, e daí ter andado nos últimos anos entre a 2.ª e a 3.ª categorias. Até ao dia em que foi nomeado para quarto árbitro num jogo da 1.ª Liga, entre a Académica e o Paços de Ferreira, dirigido por Pedro Proença. Foi a 18 de março de 2012. O melhor árbitro português da atualidade sofreu uma gastrenterite e foi forçado a ceder o lugar ao jovem Tiago Martins. O jogo correu bem e, no final, Proença elogiou a sua exibição, gabando-lhe o talento e garantindo que teria futuro. Esta conversa viria a mudar a sua vida: decidiu que a partir desse dia ia dedicar-se à arbitragem, com o objetivo de chegar a internacional.

Dois anos e uns meses depois o sonho torna-se finalmente realidade. Promovido no início da época à 1.ª categoria, depois de ter sido estagiário (e primeiro classificado), juntou bastante trabalho à sorte do momento e chegou a internacional, sendo indicado pela FPF em outubro último, depois de ter realizado apenas um jogo da 1.ª Liga.

Rápido

Tiago Martins, casado e com filhos, além de uma carreira profissional estabilizada, vai receber as insígnias da FIFA em janeiro, depois de uma verdadeira ascensão meteórica na arbitragem. Em termos regulamentares, não foram queimadas quaisquer etapas, embora fosse aconselhável que passasse pelo menos duas temporadas na categoria principal. O facto de haver uma vaga em aberto e do seu perfil ser considerado superior aos dos restantes dois candidatos – Manuel Oliveira e Fábio Veríssimo – levou a que o Conselho de Arbitragem se precipitasse para esta opção.

O lisboeta vai ocupar o lugar deixado em aberto por Olegário Benquerença, que termina esta temporada por limite de idade.

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