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Em 2003, Rui Guerreiro tinha 28 anos, estava no Gil Vicente, então no escalão principal. No auge da carreira, tudo o indicava. "Recebi vários convites de equipas portuguesas, mas o meu empresário, na altura, aconselhou-me a não aceitar nenhuma das propostas porque tinha clubes estrangeiros interessados nos meus serviços. A verdade é que o tempo foi passando e nada daquilo que me foi prometido viria a concretizar-se", recorda o jogador, atualmente no Praia de Milfontes, que disputa a 1.ª Divisão da AF Beja.
Foi uma rápida e inesperada queda, do escalão principal aos distritais. Hoje, com 35 anos, este lateral-direito formado no Sporting - e com sete épocas ao mais alto nível, em clubes como Sp. Braga e Gil Vicente - considera-se uma vítima de promessas não cumpridas. "Não encontro explicação para a queda abrupta que tive na minha carreira", diz, explicando a opção pelo emblema alentejano, que representa desde 2006: "Em vez de andar a jogar por clubes sem grandes objetivos e a ganhar meia dúzia de cêntimos, optei por arranjar um emprego e jogar no Praia de Milfontes: ambos ficam perto da minha casa. De facto, sinto alguma nostalgia do passado, mas o mais importante é sentir-me orgulhoso de tudo o que fez."
E entre os feitos da sua carreira está um saboroso título de campeão nacional de juniores, pelo Sporting, 20 internacionalizações pelas seleções jovens, um campeonato da Liga de Honra ganho pela U. Leiria e outro título de campeão nacional, na 2.ª Divisão B, pelo Alverca. "Vou jogar mais uma época, para depois iniciar a carreira de treinador, que deverá ser à frente de um escalão juvenil."
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