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A ORGANIZAÇÃO do logótipo humano para a promoção da candidatura portuguesa ao Euro 2004 foi sábado obrigada a abrir as portas meia hora mais cedo do que o previsto, para realizar as gravações. Nas várias entradas do Estádio Nacional, amontoavam-se desde o final da manhã milhares de pessoas, numa miscelânea de trajes e sotaques comprovativa do desejo nacional de receber em Portugal uma grande competição internacional de futebol. António Guterres e Durão Barroso trocaram o primeiro cumprimento público desde que rivalizam pelo poder, e a festa encerrou com o mesmo tema de Vangelis que serviu de banda sonora à subida do Partido Socialista ao Governo.
A iniciativa não foi "a maior produção de televisão alguma vez feita no Mundo", como dizia um "dossier" distribuído pela Imprensa, mas suplantou largamente as expectativas da maioria. Segundo a contabilização realizada ao final do dia, 31 011 pessoas haviam feito parte do logótipo, número a que faltava ainda adicionar os muitos elementos da organização que também vestiram capas coloridas e integraram o quadro final. As televisões já mostraram o êxito da iniciativa, e, depois da montagem, o "spot" poderá reforçar a posição da candidatura portuguesa face às rivais austro-húngara e espanhola.
Das 32 085 pessoas credenciadas exclusivamente como figurantes, apenas 1074 acabaram por abandonar o recinto, com dificuldades em resistir ao calor ou aborrecidas com os inúmeros apertos da multidão. Ao longo do dia, foram assistidos pelos bombeiros 96 participantes, dos quais apenas uma pequena parte acabou por ser transportada ao hospital. Os restantes fizeram justiça aos desejos das centenas que não conseguiram bilhete e resistiram cinco horas até à efectiva gravação dos "spots". Um deles foi Guterres, outros foram, por exemplo, José Sócrates, Marçal Grilo ou António Costa, para além dos muitos elementos da Federação Portuguesa de Futebol e da Comissão de Candidatura ao Euro, que vestiram igualmente as capas de figurante.
Só um pequeno número se recusou a descer das bancadas ao relvado, recebendo em troca uma enorme vaia pedida expressamente pela organização aos participantes activos. Um erro de cálculo no tempo necessário para dispor os figurantes originou um atraso de mais de duas horas na conclusão do logótipo e chegou a provocar alguma irritação entre o público. A determinado momento, a produção teve de mandar acelerar o processo, evitando maior número de desistências e precavendo-se contra um acréscimo de trabalho das equipas médicas, devido aos apertos resultantes de ansiedade.
O espectáculo montado em torno do evento principal, no entanto, também contribuiu decisivamente para evitar o desespero. Quinze bandas musicais, uma orquestra de tambores, exibidores de desportos radicais, "disc jockeys" e bailarinas foram entretendo o público durante os longos períodos de espera, ocupados também na deglutição dos inúmeros bens alimentares distribuídos gratuitamente. Os esguichos de mangueira lançados pelos bombeiros sobre a assistência, captados pelos dois helicópteros que sobrevoavam o Jamor, chegaram a ser dos momentos mais apreciados nas imagens do Jumbotron instalado perto da tribuna VIP.
"Portugal está em grande forma. Portugal merece o Europeu de 2004", gritou Guterres do palco, no final do espectáculo. O primeiro-ministro agradeceu, em nome de Portugal, a todos os figurantes e em especial às muitas pessoas que colaboraram com a organização, nomeadamente milhar e meio de militares incansáveis na tarefa de coordenar a colocação dos participantes sobre o relvado.
Os três filmes resultantes das gravações realizadas ontem estão já em preparação. O primeiro é um "making of" do evento e será transmitido pela Sport TV em data a anunciar; o segundo será um "spot" publicitário da candidatura portuguesa, a divulgar por grande parte das principais estações europeias de televisão; o terceiro destina-se à UEFA e a provar o empenhamento da generalidade dos portugueses na recepção do Europeu. A figura de Eusébio a encerrar um logótipo feito de todo o tipo de pessoas deverá -- espera a Comissão de Candidatura -- persuadir Genève a decidir em favor de Portugal.
JOEL NETO
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