Valentim Loureiro "teria feito alguma coisa" para acabar com a "guerra" no futebol

Declarações durante o primeiro encontro nacional de antigos jogadores

• Foto: Ricardo Jr

Valentim Loureiro disse este sábado que se fosse presidente da Liga de clubes "teria feito alguma coisa" para tentar harmonizar as desavenças entre os três 'grandes', admitindo que "agora as coisas são capazes de amenizar um pouco".

O antigo dirigente, que foi o primeiro presidente eleito da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), em 1989, falava durante o primeiro encontro nacional de antigos jogadores, treinadores e dirigentes 'axadrezados'", realizado sob o lema "Eu já vesti esta camisola" e que começou com uma visita ao museu do clube, no Estádio do Bessa, no Porto.

Valentim Loureiro aceitou falar à comunicação social e bastou-lhe uma questão para, durante mais de dez minutos, lançar um olhar sobre o Boavista a que também presidiu durante quase duas décadas (1979-1998) e o de hoje, liderado pelo seu filho, João Loureiro, a LPFP e os problemas do futebol português.

O antigo dirigente considerou que a LPFP está "praticamente vazia" porque "deixaram ir tudo para Lisboa [aludindo à Federação Portuguesa de Futebol]", referindo que no só Porto ficou a sede.

Do "tudo" que em sua opinião foi para Lisboa, referiu "a arbitragem" e acrescentou que isso lhe dá "tristeza, até porque foi conduzido por pessoas do Norte", que não nomeou

"Desejo sinceramente que o futebol português se afirme e que essas questiúnculas que a gente vê todos os dias nos jornais e nas televisões entre os principais dirigentes acabem", afirmou depois.

Valentim Loureiro disse que o futebol nacional precisa de harmonia, porque sempre entendeu que ele "nunca se desenvolveria sem que os presidentes dos três 'grandes' [Benfica, FC Poto e Sporting] estivessem sintonizados" ou que "pelo menos que não andassem à canelada".

"Parece que agora as coisas são capazes de amenizar um pouco. Não sou presidente da LPFP, mas se lá estivesse teria feito alguma coisa para essa harmonização. Não tem sido isso, mas tenho esperança de que assim venha a ser e que o Boavista, nas instituições desportivas, continue a ocupar o papel relevante que já teve", acrescentou

AYM // JP

Por Lusa
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