Juízes recusam perícia informática pedida por Aníbal Pinto

Tribunal rejeita suspender alegações

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• Foto: Pedro Ferreira

O coletivo de juízes que está a julgar Rui Pinto e Aníbal Pinto no âmbito do processo 'Football Leaks' no Campus de Justiça, em Lisboa, comunicou esta segunda-feira a sua decisão em relação à perícia informática pedida na última sessão por Aníbal Pinto, que alega ter sido alvo de um ataque informático em outubro de 2015 e que terá sido a partir daí que a PJ terá chegado à identidade de Rui Pinto.

Os juízes consideram que apenas em situações excecionais são admitidos novos meios de prova depois do início das alegações finais, classificando o pedido do advogado como "inadmissível". "Verificamos que não estamos perante qualquer evidência excecional", afirmou a juíza Margarida Alves. "É contra as regras da experiência comum que o arguido Aníbal Pinto estivesse há sete anos com o seu computador hackeado e com malware sem saber", sublinhou a magistrada, frisando que se trata de uma "diligência dilatória".

No entender do tribunal, juntar agora ao processo uma perícia a um computador, por acontecimentos que já têm mais de sete anos "atenta contra toda a prova produzida nos autos" e não tem "nenhuma utilidade para a descoberta da verdade".

Recorde-se que o advogado, que responde por tentativa de extorsão e exigiu ao tribunal a realização de uma perícia informática ao seu computador, pediu também a reinquirição de novas testemunhas. O tribunal recusou, no entanto, suspender as alegações para nova produção de prova.

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