«Rui Pinto está detido há quatro anos e para sair tem de chamar a Polícia»

Francisco Teixeira da Mota garante que o seu arguido "evoluiu" ao longo do julgamento

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Francisco Teixeira da Mota, advogado de Rui Pinto, revelou em tribunal que o seu arguido continua a viver com muitas limitações no que diz respeito à sua liberdade pessoal, realçando que o mesmo evoluiu ao longo do julgamento do processo 'Football Leaks' e que tem agora "uma visão diferente da realidade e do seu papel na sociedade".

"Depois de ser detido, Rui Pinto ficou num regime de quase isolamento, em que não podia conviver com os outros detidos. Depois foi para as instalações da Polícia Judiciária e a seguir para um local desconhecido. Quando sai é com acompanhamento de polícias e tem também alguns contactos com a família quando estes vêm cá a Lisboa. Para sair tem de chamar a Polícia", frisou o advogado, acrescentando que Rui Pinto "está detido há quatro anos". "É uma pessoa com qualidades e defeitos, que começou este julgamento de uma maneira e terminou de outra. Ele evoluiu", garantiu.

Teixeira da Mota utilizou ainda o exemplo da Justiça nos Estados Unidos como argumento favorável ao arguido no processo 'Football Leaks'. "Os americanos não brincam em serviço, não brincam no combate ao crime. São bastante duros na luta contra infrações económicas e financeiras. Em Portugal abriu-se espaço a que informações como as reveladas pelo Football Leaks sejam particularmente relevantes", justificou.

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