Benfica com pensamento na vitória e a apontar à fase de grupos da Liga dos Campões

Letícia e André Vale fizeram o lançamento da partida decisiva com o Twente que pode dar o apuramento

André Vale, treinador-adjunto do Benfica
Letícia
André Vale, treinador-adjunto do Benfica
Letícia
André Vale, treinador-adjunto do Benfica
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O Benfica defronta quinta-feira, a partir das 19 horas, o Twente, em jogo referente à 2ª mão de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. No joga da 1ª mão, na Holanda, as águias empataram no final dos 90 minutos, deixando a decisão adiada para o Benfica Campus, no Seixal.

No lançamento da partida, a guarda-redes Letícia, que chegou ao Benfica na temporada passada, proveniente do Corinthians, do Brasil, salienta a importância de retificar o que foi mal feito na Holanda. "Tivemos tempo para corrigir alguns erros que fizemos nos primeiros jogos. Fizemos uma boa primeira partida, acredito que em casa vamos conseguir fazer melhor e aproveitar as oportunidades que criamos", referiu a brasileira.

Sobre o Twente, a campeão nacional, Letícia, avisa para os perigos que o adversário pode criar: "Estamos a preparar-nos para um Twente que pode pressionar-nos, mas também para um Twente que pode jogar em bloco baixo, por isso temos de ter os dois cenários preparados e saber lidar com ambos os momentos do jogo."

O Benfica está a um jogo de garantir presença na fase de grupos da Liga dos Campeões, junto das melhores equipas da Europa. "Nós sempre quisemos chegar a estes momentos importantes, por isso estamos mentalmente preparadas para este tipo de jogos que nós queremos estar habituados a jogar", reforçou Letícia. 

No encontro da 1ª mão, as encarnadas conseguiram criar bastantes oportunidades mas não conseguiram materializar em golo. O treinador-adjunto, André Vale, fez questão de frisar esse mau aproveitamento das águias e de realçar a força tática das equipas.

"Uma das coisas mais engraçadas que experienciámos na Holanda foi o regresso do público, com um estádio bem composto para um apuramento da Liga dos Campeões feminina e isso foi muito interessante. No campo, foi um jogo que opôs duas equipas com ideias diferentes mas muito fortes ao nível tático, que percebem o que estão a fazer e isso privilegia um jogo de qualidade. Saímos em vantagem, podíamos ter ganhado o jogo, infelizmente não conseguimos concretizar as oportunidades que tivemos e temos de o começar a fazer. A eliminatória vem em aberto e esperamos um grande apoio do nosso público", analisou.

Agora no Seixal (recorde-se que a equipa costuma atuar na Tapadinha), com um relvado "perfeito", André Vale espera elevada qualidade de jogo: "Uma equipa que procura jogar um jogo com muita qualidade, com bola no chão, sempre à procura de movimentações de rotura, de apoio, beneficia imenso do tipo de relva onde joga. Aqui no Seixal os relvados são perfeitos, portanto isso não poderá servir de desculpa para não fazermos golos, para não criarmos jogadas e para não darmos a qualidade que estamos habituados ao nosso tipo de jogo."

A derradeira partida está aí à porta e há duas posturas em cima da mesa, contudo para André Vale não existem dúvidas sobre o que o adversário vai apresentar: "O Twente é uma equipa com um treinador interessante, que nos parece bastante adaptável e que consegue rapidamente perceber o que se passa no jogo e adaptar-se a isso. No jogo que observámos esta semana com o Ajax [vitória por 1-0], notámos alguns comportamentos interessantes de adaptação da parte deles. Esperamos claramente que seja um treinador que vem aqui lutar pelo jogo, que entende a importância do encontro e que isso crie aqui um duelo tático interessante que só privilegia a qualidade do futebol."

O formato da Liga dos Campeões tem sofrido alterações e, para 2021/22, a UEFA apresenta um novo modelo competitivo que substitui os habituais oitavos-de-final, por uma fase de grupos com 16 equipas [quatro grupos de quatro equipas], com jogos em casa e fora, onde se apuram os dois primeiros classificados. Garantir um lugar na fase de grupos assegura, de imediato, uma verba mínima de 400 mil euros para os cofres da Luz. O adjunto de Filipa Patão frisou a notoriedade de ser a primeira equipa portuguesa a ter a possibilidade de disputar o novo formato.

"Como na Liga dos Campeões masculina era um objetivo extremamente importante entrar na fase de grupos, na feminina não é diferente. Tem uma carga história interessante, já que é a primeira vez que uma equipa está a um jogo de entrar numa fase de grupos da Liga dos Campeões. Posto isto, é um jogo em que devemos assumir toda essa responsabilidade. Do outro, tenho a certeza que querem tanto quanto nós aceder a esta fase de grupos e, portanto, vai depender de quem tiver mais vontade, quem puser sangue, suor e lágrimas em campo e quem tiver mais esta vitória", atirou.

Questionado sobre a capacidade da equipa para responder aos momentos decisivos, tendo já perdido a Supertaça para o Sporting, André Vale não hesita na hora de colocar as mãos no fogo pelo grupo.

"Não há nenhuma equipa de topo que tenha ganhado tudo, portanto o falhar é normal. As jogadoras profissionais têm de estar preparadas para esse momentos, as jogadoras que nós temos já passaram por situações como esta. A maioria é internacional e já passaram por tentativas de apuramento para europeus que não conseguiram fazer, já passaram por idas a seleções e não jogaram os minutos que pretendiam, portanto uma jogadora profissional, tal como um treinador, tem de estar preparada para a adversidade. Até diria que tem de estar mais preparada para a adversidade do que para o sucesso. Estamos a falar de uma estrutura completamente profissionalizada e todos temos de saber como lidar com o insucesso. Aprendemos o que tínhamos a aprender e não se irão notar os mesmos tipos de erros neste jogo, ou faremos o máximo para que não se note", afirmou.

Por André Zeferino
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