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Futebolista espanhola manifestou sensação de alívio e satisfação numa luta que, "agora sim, acabou"
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A futebolista espanhola campeã do Mundo Jennifer Hermoso manifestou este sábado sensação de alívio e satisfação pela condenação do presidente da federação espanhola pelo beijo não consentido após a final do Mundial.
"Depois de tudo, isto criará um precedente importante num meio social no qual há ainda muito por fazer. Tenho o coração cheio com cada uma das pessoas que estiveram, estão, e continuarão a estar comigo nesta luta. E agora sim, acabou", reagiu a atleta, dois dias depois da sentença a Luis Rubiales, pelo crime de agressão sexual.
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O presidente da federação espanhola foi condenado a pagar 10.800 euros de multa (correspondente a 18 meses de multa com taxa diária de 20 euros) mais 3.000 euros por danos morais à atleta de 34 anos, por a ter beijado, sem consentimento, quando as atletas desfilavam a receber a medalha de campeãs do mundo antes de erguer o troféu, em Sydney, Austrália, em 20 de agosto de 2023.
A decisão proíbe igualmente Rubiales de se aproximar de Hermoso num raio de 200 metros e de se comunicar com ela durante o período de um ano.
Entretanto, tanto Jennifer Hermoso quanto Luis Rubiales já assumiram que vão recorrer.
No mesmo julgamento, tanto Rubiales como o ex-técnico da seleção feminina Jorge Vilda, o ex-diretor de futebol masculino Albert Luque e o ex-diretor de marketing da Federação Rubén Rivera foram absolvidos do crime de coação a Hermoso de que estavam acusados.
Em causa a pressão sobre a jogadora nos dias seguintes ao beijo, para que fizesse declarações públicas a desvalorizar o ocorrido em Sydney, naquilo que a acusação considera ter sido uma tentativa de desculpar Rubiales.
O Ministério Público espanhol tinha solicitado um total de dois anos e meio de prisão para Rubiales, um ano por agressão sexual e um ano e meio por coação, e para este último crime, um ano e seis meses para os outros três réus.
Rubiales deixou a presidência da RFEF em 10 de setembro de 2023 na sequência deste caso e, semanas mais tarde, em 30 de outubro, a FIFA suspendeu-o de todas as atividades relacionadas com futebol.
Este caso acabou por ditar e precipitar a queda de Rubiales à frente da RFEF, cargo que ocupou entre maio de 2018 e setembro de 2023 e cuja gestão está sob suspeita por alegada corrupção em vários contratos que a justiça espanhola está a investigar.
Quanto a Jenni Hermoso, o caso transformou-a, assim como às restantes jogadoras da seleção espanhola, num símbolo da luta contra o sexismo e a desigualdade de género no desporto.
As jogadoras, que se indignaram por o beijo de Rubiales ter eclipsado o triunfo de Espanha no Mundial de 2023, uniram-se no apoio a Hermoso e chegaram a fazer greve para denunciar discriminação e desigualdade de tratamento entre as seleções masculina e feminina.
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