Mundial feminino: Jogadoras do Benfica querem brilhar em França

Tayla e Geyse sonham em ajudar a seleção brasileira a chegar o mais longe possível na competição

Duas jogadoras que atuam em Portugal, as benfiquistas Tayla e Geyse, ambas brasileiras, participam no Campeonato do Mundo de futebol feminino, que começa hoje em França. A seleção canarinha, de resto, fez a sua preparação em Portugal, utilizando as instalações do Portimonense.

"Foi uma ótima escolha, adoro Portugal", confessou Tayla, defesa de 27 anos, que espera ver, em França, um Brasil "forte e com condições para fazer mais que há quatro anos", quando as canarinhas caíram nos oitavos-de-final, frente à Austrália.

Este grupo, lembra Tayla, "é praticamente o mesmo de há quatro anos": "Está agora mais maduro e, acredito, também mais consistente e capaz."

A atacante Geyse, de 21 anos, quer que a sua seleção "chegue o mais longe possível" e espera "ter oportunidades para ajudar a equipa".

As duas jogadoras viveram uma época de sucesso, a primeira da história do futebol feminino do Benfica, e Geyse lembra "aqueles minutos iniciais do jogo de Braga", em que deram a volta à eliminatória, pois, assegura, "é algo que fica para a história e que será recordado mais tarde como um momento muito bonito".

Os grandes objetivos deste ano de estreia "passavam pela vitória na Taça de Portugal e pela subida à 1ª Divisão e estão atingidos, com um grupo muito forte e unido, que contou sempre com um impressionante apoio dos benfiquistas, tanto em casa como fora", assinalou Geyse.

Tayla realça "a grandeza do Benfica". "Um clube com uma estrutura maravilhosa e uma massa adepta em seu redor que me deixa impressionada, pois joguemos seja onde for temos gente a puxar por nós."

Na próxima época, Tayla acredita que o Benfica "reunirá seguramente condições para lutar pelo título da 1ª Divisão, pois este projeto foi construído já com tal meta no horizonte". "E quem sabe um dia, brevemente, também na Liga dos Campeões possamos ter uma palavra a dizer", acrescentou.

No Benfica, diz a defesa, "a ambição está sempre em níveis bem elevados e esta época na 2ª Divisão serviu para construir os alicerces necessários de uma equipa que se pretende vencedora". "Já conseguimos alguns feitos e na próxima campanha a exigência aumentará", vincou.

No momento, porém, as atenções de Tayla e Geyse estão viradas para a seleção brasileira, que integra o Grupo C da competição e entra em ação este domingo, contra a Jamaica, em Grenoble. Seguem-se Austrália (dia 13, em Mont pellier) e Itália (dia 18, em Valenciennes).

Norte-americanas tentam revalidar título

Sem qualquer tipo de distração para voltar a erguer o troféu de campeãs do Mundo. É assim que Jill Ellis, selecionadora dos Estados Unidos, diz ser o ambiente vivido pela seleção norte-americana no campo de treinos do Tottenham, local de preparação para o Campeonato do Mundo escolhido pela seleção. "Criámos uma bolha à nossa volta quando viemos para aqui e o foco tem sido extraordinário. Os nossos treinos têm sido fantásticos", afirmou a selecionadora.

Sem nunca terem falhado o acesso às meias-finais da prova nas anteriores sete edições, as norte-americanas seguem com as expectativas bem altas apesar de saberem que as exigências são diferentes. "Atualmente existe todo um nível de scouting diferente e um nível de análise que não existia há cinco anos. Nós, treinadores, agora temos de nos assegurar de qualquer pequeno aspeto que possa dar vantagem à nossa equipa", revelou Jill Ellis.

Hoje arranca a jornada inaugural do Mundial de futebol feminino, com a seleção anfitriã, a França, a receber a Coreia do Sul. Para Corinne Diacre, selecionadora francesa, este será um "grande teste". "[A Coreia do Sul] é um adversário que temos de levar em conta. Tem um coletivo muito forte", frisou, na antevisão da partida de hoje.

Por Armando Alves
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