O presidente da Comissão Administrativa do Desportivo de Chaves, Bruno Carvalho, revelou, em comunicado enviado à agência Lusa, que a saída do treinador João Pinto não foi consensual e "muito menos" da sua iniciativa.
"Saliente-se que o agora ex-treinador do GD Chaves, João Pinto, teve uma postura extraordinária(...), demonstrando ser capaz de criar um espírito diferente na equipa, incutindo nos jogadores uma grande responsabilidade, capacidade de luta, determinação e confiança, que vieram a se revelar fundamentais para a conquista da ambicionada subida de divisão e para o histórico título de campeão nacional da II Divisão", lê-se no documento.
Em declarações à Lusa, e à margem da receção feita na terça-feira pelo presidente da Câmara Municipal de Chaves à equipa, João Pinto revelou que deixava o clube por decisão dos responsáveis, mas saía sem "mágoa", porque o futebol é "mesmo assim". "Se me perguntassem se gostaria de ficar, eu diria que sim", disse.
Quando assumiu os destinos da equipa de Trás-os-Montes, o Desportivo de Chaves estava na quinta posição da zona norte da II divisão, a sete pontos do líder Mirandela. Bruno Carvalho referiu que um "infindável" número de pessoas tem vindo a confundir o seu papel de presidente da comissão administrativa com o papel do sócio, investidor e diretor do emblema "azulgrená", Francisco Carvalho, cuja decisão, nesta matéria, foi "apenas" acatada pelos restantes elementos.
Na sua opinião, o antigo jogador do FC Porto conseguiu criar uma "autêntica" família no Desportivo de Chaves, justificando que o técnico tem qualidades humanas "impressionantes", bom humor e diz as coisas na hora certa.
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