Filipe Martins e a chuva: «Tivemos dificuldades, mas é delas que temos que fazer a força»

Treinador do Chaves revelou que a semana de trabalho foi pautada por mau tempo e referiu haver um registo negativo para dar a volta

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Filipe Martins
Filipe Martins • Foto: Lusa/EPA

O Chaves recebe, pelas 11 horas deste sábado, o Lus. Lourosa em jogo a contar para a 19.ª ronda do campeonato. O técnico Filipe Martins reconhece haver pontos positivos no adversário desta jornada, embora acredite que os flavienses podem contrariar esses fatores, com um registo negativo para dar a volta e uma semana árdua de trabalho.

Depois da última senda negativa, o Chaves respondeu bem. Acredita que pode responder às 3 derrotas consecutivas? "É essa a nossa intenção. Para isso temos trabalhado tendo a noção de que os últimos jogos tiveram cenários diria até dramáticos. Tivemos uma semana dura com a chuva e com algumas dificuldades para treinar, mas é dessas dificuldades que temos que fazer as forças. É algo que temos em mente para iniciarmos uma série, que começa sempre pela primeira vitória."

O que espera do Lourosa? "É um clube que vem de uma dinâmica de vitória. Normalmente, estes clubes que sobem de escalão têm sempre uma energia positiva. Jogam sem responsabilidade e aos poucos e poucos foram-se aproximando da zona do meio da tabela para cima. É uma equipa experiente e com um bom treinador, tem jogadores com muita tarimba neste campeonato. São fortes em dois momentos, principalmente na bola parada e na transição ofensiva e temos que saber contrariá-los, tendo a noção que existem argumentos para ganhar este jogo. Temos que ter em mente o jogo da 1ª volta, onde fomos superiores e, na segunda parte, baixámos os níveis de concentração. As equipas estão em momentos diferentes e espero que regressemos agora às vitórias."

Jorge Delgado é o novo reforço. "O que me despertou mais no Jorge foi a sua capacidade e agressividade ofensiva e defensiva. Tem muita vontade, garra e uma pressão muito forte. Sente-se que tem sede e quer jogar. Pode jogar no lugar do Roberto e do Uros [Milovanovic], que é a sua posição natural, mas pode jogar mais descaído para um dos lados, dentro do nosso modelo de jogo. Mas traz muita energia positiva, que precisamos e tenho bastante ilusão que possa ajudar e ajudar a sua carreira. Estava na 2ª Liga espanhola e precisava de minutos, é um bom cenário para nós e para ele."

O jogador foi escolha sua? "Temos a ilusão que venha dar coisas positivas, mas acreditamos que temos mais dois avançados bons. O Roberto tem provas dadas e o Uros não tem materializado em golos a qualidade dele. Tem características mescladas dos dois e pode-nos acrescentar isso. Vai depender do rendimento dele, nunca é fácil entrar a meio do campoeonato e vem de uma pequena lesão. Se a conjuntura da equipa ajudar, tudo pode ser decisivo. É uma escolha minha, estou confortável com isso. Não houve nenhum jogador que foi contratado este ano sem o meu voto, que fique bem claro. O Jorge enquadra-se nisso, mas o mercado não está fechado. Pode haver entradas ou saídas no nosso plantel. O Jorge vai trazer coisas positivas. Não gosto de tocar nas vicissitudes desta época, que tem sido atribulada. Olhamos para a convocatória de hoje e temos mais seis ou sete jogadores de fora, tem sido assim sempre. É engraçado que só deixei jogadores fora da convocatória duas vezes e vamos para a 19ª jornada. Quero olhar para o banco e ter a mesma qualidade que está dentro do campo e a vinda do Jorge é um pouco isso também."

A equipa está preparada para um terreno pesado e para as bolas paradas? "Seguramente, eles não estão mais habituados do que nós a treinar em ambientes pesados. Nem sei como está o nosso relvado do estádio, só o temos pisado para jogo, não o conseguimos usar devido à chuva. Sofremos um golo de bola parada lá, como também o fizemos. É um dos fatores fortes deles, mas também não sofremos muito assim. Temos, salvo erro, dois golos sofridos de bola parada, uma com o Lourosa e outra, no último jogo, com o Portimonense. Temos começado a melhorar nesse aspeto, mas sinceramente estou confortável. Reconhecendo o valor de jogadores como o Dylan [Collard], que tem dois metros, como o Silvério, o Josué e o João Silva, quando joga lá à frente. Reconheço muita competência da nossa parte nesse momento. Para regressarmos às vitórias é importante também termos sorte, porque temos jogado com 10, mas também já jogámos em superioridade numérica. Já se traduziram em vitórias, ultimamente têm sido derrotas. Temos que ser um pouco mais práticos, mas não podemos entrar no 'chuveirinho', onde iríamos dar mais-valias ao adversário. Temos que ser, acima de tudo, nós próprios."

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