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Treinador pretende subir o rendimento da equipa e também aumentar a imprevisibilidade
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Oficializado no arranque da semana como o novo treinador do Chaves, sucedendo a Filipe Martins, o técnico Vítor Martins, de 39 anos, falou esta quinta-feira pela primeira vez como timoneiro dos flavienses. Além de ter lançado o reencontro com o Feirense, que orientou na época transata, o treinador abordou as suas ideias para o sucesso dos valentes transmontanos e garantiu que o clube vai continuar a lutar pela subida.
Conhecimento do plantel: "Tenho estado na 2.ª Liga, tem sido o meu habitat desde há quatro anos. Estamos aqui já na entrada do último terço do campeonato, já joguei como adversário contra o Chaves, portanto, conheço muito bem o plantel e nesse aspeto o processo está muito acelerado. São jogadores que eu conheço bem, que também têm estado um histórico grande neste contexto e os novos talentos que têm entrado também são jogadores que são relativamente fáceis de definir. Conheço-os bem, pelas duas óticas, pela ótica de um mal que nos podiam fazer enquanto adversário, que era o caso até há pouco tempo, e agora pela ótica de quem quer fazê-los crescer e fazê-los render para que o Chaves consiga realmente chegar a esse objetivo."
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Objetivo da subida: "Independentemente do treinador que cá esteja, do treinador que depois possa cá estar, dos jogadores que façam parte do plantel, é um clube, uma cidade e uma região que luta sempre para estar na 1.ª divisão. Vamos lutar por isso. Vamos lutar para subir. Todas as pessoas que fazem parte deste clube, têm isso como horizonte, de fazer tudo e participar em todas as tarefas, em todas as suas missões, para colocar o Chaves na 1.ª divisão. O nosso farol orientador é a subida de divisão. Se é no final desta época, se é na próxima ou na seguinte, isso ninguém sabe. Vamos lutar por isso e não é só em cada jogo, é em cada treino. Foi essa a energia que eu senti por parte de toda a gente."
Encontrou um balneário motivado? "Tem que ter motivação, tem todas as condições para estar motivado, tem disciplina e tem que fazer o seu caminho. Encontrei um balneário com muita vontade e a validar tudo isto que estou a dizer, só assim é que pode ser."
Problemas com lesões: "Temos que encontrar soluções. Vamos procurar encontrar os porquês disso. Enquanto líder de uma equipa técnica, e cada vez com mais departamentos que nos apoiam, é procurar os porquês para que isso não se repita. Os melhores plantéis são os que têm melhores jogadores aptos, maior competitividade, portanto vamos à procura também de resolver esses pequenos pormenores, mas nunca podem servir como desculpas."
Ideia de jogo? O futebol é feito em crescendo. Vamos sempre procurar aperfeiçoar, crescer e ser melhores e potenciar aquilo que se faz bem. É isso que temos feito, porque a equipa não fazia tudo mal e tinha coisas muito boas. Herdei um trabalho muito bem feito por um bom treinador e por uma pessoa que eu gosto muito, que é o Filipe Martins, e vou-lhe dar continuidade, dando pequenos retoques para fazer crescer a equipa e fazer com que ela consiga render muito mais."
Possíveis mudanças no esquema tático? "Vamos procurar muito isso. As melhores equipas são as mais difíceis de definir e nós vamos procurar isso. Espero perguntas sobre se estamos com 3, com 4 ou com 5 defesas. Quero criar confusão nos adversários e ter respostas para tudo o que o jogo possa oferecer. É complexo, mas vamos à procura disso, sempre numa lógica do que é que faz sentido pelos objetivos que temos Vai ser muito variável, para que não nos consigam prever muito bem, porque as melhores equipas são as mais imprevisíveis."
Jogo com o Feirense: "Vai ser um jogo com a nossa equipa, a lutar muito, a tentar nivelar o grau de assertividade que o Feirense põe em cada jogada e depois a começar a introduzir a nossa personalidade, que é tentar controlar o jogo para lutar pelos três pontos."
Vantagem por já ter defrontado quase todos os adversários? "Eu, honestamente, acho que os conheço a todos. Claro que não estou lá, no dia a dia, não consigo perceber o que está a acontecer, não tenho acesso ao treino, mas eu conheço-os a todos de uma forma muito específica. Agora indo à Feira, onde conheço o ambiente e contexto, custa mais um bocadinho ganhar-lhes, mas é isso que vamos tentar fazer tudo. Custa mais um bocadinho porque vou rever e vou recordar pessoas de quem gosto muito e um ano muito bom na minha vida também."
Feirense: "É uma equipa muito competitiva, que vai apresentando diferentes nuances. É uma equipa que não utiliza sempre o mesmo onze, ou seja, vai criando aqui e ali algumas alterações, mas entram sempre no máximo. São muito enérgicos e procuram sempre a baliza adversário. Temos que ir muito alerta, ir com muita energia também e depois impor aquilo que é as nossas ideias para o jogo, que passam sempre por lutar pelos três pontos. No final vai ser a equipa mais competitiva e a que tiver mais clarividência para entender todos os segundos de jogo que vai ganhar Vamos fazer tudo para que sejamos nós."
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