Confusão no P. Ferreira-Feirense: “desfere três chapadas” e “agarra e empurra um agente da autoridade”

Acórdão do processo disciplinar refere ainda uma “altercação com mais de 50 agentes desportivos”

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Confusão no P. Ferreira-Feirense
Confusão no P. Ferreira-Feirense • Foto: José Reis/Movephoto

O polémico final do P. Ferreira-Feirense, da 22.ª jornada da 2ª Liga, resultou em sanções pesadas para as duas equipas, tanto a jogadores como às respetivas técnicas, staff e até os próprios clubes. Através do respetivo acórdão do processo disciplinar é possível perceber as ações que foram dadas pelo Conselho de Disciplina como provadas a cada um dos intervenientes, numa “altercação generalizada”, escreveu o Conselho de Disciplina, que “envolveu cerca de 50 agentes desportivos e que apenas terminou com a intervenção [musculada] dasforças de segurança”.

Os factos dados como provados ainda no relvado:

Nile John (Feirense, jogador): “Iniciou confrontação com a equipa adversária, provocando os adeptos adversários e proferindo algum dizer, dando origem a um conflito generalizado no interior do terreno, no qual também se envolveu com troca de palavras e vários empurrões.”

Marafona (P. Ferreira, jogador): “desfere três chapadas no peito do treinador-adjunto da CD Feirense, SAD, Diogo Pereira Santos e, ato contínuo, agarra com a sua mão direita o pescoço do referido Diogo Santos e empurra-o, fazendo com que este caísse de costas no solo.”

Pedro Martins (P. Ferreira, adjunto): “No momento imediatamente anterior àquele em que o jogador Marafona agarra o pescoço do treinador-adjunto Diogo Santos, empurra, com a sua mão direita, o peito do mesmo Diogo Santos.”

Vítor Martins (Feirense, treinador): "Envolveu-se efusivamente em confrontos com elementos da equipa adversária, com vários empurrões, tentando atingir adversários e sendo agarrado por diversas vezes por elementos da sua equipa, tentando controlar o seu comportamento."

Emanuel Fernandes (Feirense, jogador): "Depois de ter sido afastado do aglomerado de pessoas por elementos da sua equipa, festejou efusivamente com os seus colegas e provocou os adeptos da equipa adversária enviando beijos e gesticulando com o dedo anelar fazendo um gesto fálico."

Pedro Martins (P. Ferreira, adjunto): "Foi a correr na sua direção e empurrou-o com o seu peito no braço/ombro do treinador Vítor Martins, reacendendo-o, desso modo, a confusão entre diversos elementos de ambas as equipas."

Ricardo Sousa (P. Ferreira, delegado ao jogo): “Envolveu-se em confrontações e empurrões com elementos da equipa adversária, [nomeadamente] com o Vitor Martins e alguns jogadores adversários. Acabou por ser retirado por um agente de segurança.

Imagens de videovigilância que constam no acordão
Imagens de videovigilância que constam no acordão

Os factos dados como provados já no interior do estádio:

Banjaki (Feirense, jogador): "Agarrou e empurrou um agente da autoridade [o Comandante de Policiamento Desportivo], fazendo com que ambos caíssem no chão”, na sequência de “nova altercação generalizada com diversos elementos de ambas as equipas em confronto físico, tendo sido necessária a intervenção das forças de segurança para repor a ordem pública e encaminhar os envolvidos para os respetivos balneários.”

Por fim, de notar que, sobre a medida da pena de Vítor Martins, que seria de 90 dias de suspensão, a mesma foi agravada para 113 dias por reincidência, sendo que à sua pena, tais como às de Marafona (45 dias) e de Pedro Martins (68 dias), serão descontados os dias de suspensão preventiva já cumpridos.

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