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Acórdão do processo disciplinar refere ainda uma “altercação com mais de 50 agentes desportivos”
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O polémico final do P. Ferreira-Feirense, da 22.ª jornada da 2ª Liga, resultou em sanções pesadas para as duas equipas, tanto a jogadores como às respetivas técnicas, staff e até os próprios clubes. Através do respetivo acórdão do processo disciplinar é possível perceber as ações que foram dadas pelo Conselho de Disciplina como provadas a cada um dos intervenientes, numa “altercação generalizada”, escreveu o Conselho de Disciplina, que “envolveu cerca de 50 agentes desportivos e que apenas terminou com a intervenção [musculada] dasforças de segurança”.
Os factos dados como provados ainda no relvado:
Nile John (Feirense, jogador): “Iniciou confrontação com a equipa adversária, provocando os adeptos adversários e proferindo algum dizer, dando origem a um conflito generalizado no interior do terreno, no qual também se envolveu com troca de palavras e vários empurrões.”
Marafona (P. Ferreira, jogador): “desfere três chapadas no peito do treinador-adjunto da CD Feirense, SAD, Diogo Pereira Santos e, ato contínuo, agarra com a sua mão direita o pescoço do referido Diogo Santos e empurra-o, fazendo com que este caísse de costas no solo.”
Pedro Martins (P. Ferreira, adjunto): “No momento imediatamente anterior àquele em que o jogador Marafona agarra o pescoço do treinador-adjunto Diogo Santos, empurra, com a sua mão direita, o peito do mesmo Diogo Santos.”
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Vítor Martins (Feirense, treinador): "Envolveu-se efusivamente em confrontos com elementos da equipa adversária, com vários empurrões, tentando atingir adversários e sendo agarrado por diversas vezes por elementos da sua equipa, tentando controlar o seu comportamento."
Emanuel Fernandes (Feirense, jogador): "Depois de ter sido afastado do aglomerado de pessoas por elementos da sua equipa, festejou efusivamente com os seus colegas e provocou os adeptos da equipa adversária enviando beijos e gesticulando com o dedo anelar fazendo um gesto fálico."
Pedro Martins (P. Ferreira, adjunto): "Foi a correr na sua direção e empurrou-o com o seu peito no braço/ombro do treinador Vítor Martins, reacendendo-o, desso modo, a confusão entre diversos elementos de ambas as equipas."
Ricardo Sousa (P. Ferreira, delegado ao jogo): “Envolveu-se em confrontações e empurrões com elementos da equipa adversária, [nomeadamente] com o Vitor Martins e alguns jogadores adversários. Acabou por ser retirado por um agente de segurança.
Os factos dados como provados já no interior do estádio:
Banjaki (Feirense, jogador): "Agarrou e empurrou um agente da autoridade [o Comandante de Policiamento Desportivo], fazendo com que ambos caíssem no chão”, na sequência de “nova altercação generalizada com diversos elementos de ambas as equipas em confronto físico, tendo sido necessária a intervenção das forças de segurança para repor a ordem pública e encaminhar os envolvidos para os respetivos balneários.”
Por fim, de notar que, sobre a medida da pena de Vítor Martins, que seria de 90 dias de suspensão, a mesma foi agravada para 113 dias por reincidência, sendo que à sua pena, tais como às de Marafona (45 dias) e de Pedro Martins (68 dias), serão descontados os dias de suspensão preventiva já cumpridos.
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