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Com a presença na AG de um advogado contratado pela SAD detida por Rubens Takano Parreira, o ex-presidente Eurico Cid propôs ao clube o assessoramento de um outro causídico, que seja sócio dos unionistas. A decisão foi acatada pelo presidente da Mesa da Assembleia-Geral, Rui Carvalho, e irá nascer agora uma Comissão de Sócios para o acompanhamento da venda dos 10 por cento da SAD que estavam na posse da União Desportiva Vilafranquense.
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O Pavilhão José Mário Cerejo, em Vila Franca de Xira, recebeu na quinta-feira uma assembleia-geral extraordinária que se revelou histórica para a vida da União Desportiva Vilafranquense. A votação, estavam quatro pontos, que foram todos eles aprovados pela maioria dos 124 associados presentes.
Um mês depois de ditado o cancelamento da ordem de trabalhos, os sócios voltaram ao mesmo espaço mas agora com um novo tema na ordem de trabalhos: a apreciação e votação do relatório e contas referentes aos anos de 2021, 2020 e 2019. Depois do prejuízo verificado nos dois anos anteriores, o Vilafranquense apresentou um lucro superior a 3 mil euros no último ano. Os sócios votaram favoravelmente os resultados dos últimos três anos.
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O segundo ponto da ordem de trabalhos gerou a maior discussão da noite, com mais de hora de intervenções, à vez, entre o presidente da Comissão Administrativa do clube, Márcio de Oliveira, e vários associados reconhecidos, gerando isto, por vezes, um diálogo aceso. As acusações de falta de transparência relativamente ao processo foram sendo tecidas pelos interlocutores na bancada.
Com a presença na AG de um advogado contratado pela SAD detida por Rubens Takano Parreira, o ex-presidente Eurico Cid propôs ao clube o assessoramento de um outro causídico, que seja sócio dos unionistas. A decisão foi acatada pelo presidente da Mesa da Assembleia-Geral, Rui Carvalho, e irá nascer agora uma Comissão de Sócios para o acompanhamento da venda dos 10 por cento da SAD que estavam na posse da União Desportiva Vilafranquense.
Este ponto acabou por 'passar' com 29 votos contra e cinco abstenções dos 124 associados presentes - onde se incluiu praticamente todos os elementos da equipa de futebol profissional -, a esmagadora maioria com ficha de sócio criada há pouco mais de dois meses e afeição à sociedade anónima desportiva presidida por Henrique Sereno. Foi do presidente da SAD uma das últimas intervenções antes da votação, que acabou por empolgar os ânimos.
"Tentámos chegar a um acordo com o clube há mais de seis meses. A nossa intenção é só uma: queremos sair [de Vila Franca de Xira]. Estamos a tentar sair a bem mas saímos a bem ou a mal. Aqui não vamos ficar! Tudo o que têm falado é muito bonito mas aqui não vamos ficar. Nós comprámos a SAD por 1,8 milhões de euros, com dívida. Demos 20 mil euros pelos 10 por cento da SAD ao senhor David Pato. O que andamos aqui a fazer é dar muito mais do que aquilo que merece para vocês. Só temos de votar e não há mais nada a fazer", sintetizou o antigo internacional português Henrique Sereno.
Após votado o ponto 2 da ordem de trabalhos, vários associados deixaram imediatamento o pavilhão. O presidente da MAG Rui Carvalho pegou no microfone para dar conta que este é o início de um processo que só se poderá dar por findo com a realização de uma nova assembleia-geral para votar os contratos que consumarão a venda da restante 'fatia' de 10 por cento da SAD, na posse do clube, e que passará para a empresa Números Mouriscos - Unipessoal, lda., já na posse dos outros 90%. Na próxima temporada, o objetivo passa por o Vilafranquense ter uma nova equipa de futebol que arrancará na 3ª divisão da Associação de Futebol de Lisboa.
Após nova ronda de intervenções que serviram para esclarecer o que aconteceria às modalidades de formação e seniores assim como ao património da UDV, procedeu-se à votação do ponto 3, aprovado com 12 votos contra e oito abstenções. Desta forma, os associados expressaram o desejo de findar parte da atividade do clube que será assumida por uma "nova associação desportiva, herdadeira da União Desportiva Vilafranquense", criada já em 2023. O clube fundado em 1957, na sequência da fusão de quatro outros emblemas (Grupo de Foot-Ball Operário Vilafranquense, Águia Sport Club Vilafranquense, Hóquei Clube Vilafranquense e Ginásio Vilafranquense), ostenta uma dívida superior a 1 milhão de euros que foi, novamente, considerada "impagável" pelos presentes. Daí, o futuro ter no horizonte uma nova associação livre de dívidas, algumas por pagar há mais de 20 anos.
Em funções desde 2018, o presidente da Comissão da Admistrativa, Márcio de Oliveira, tomou a palavra, prometendo que a história será preservada. "É um recomeço do clube. A história do clube não se perde. Este clube foi formado por outro quatros clubes e essa história não se perdeu. Temos as taças e as bandeiras [no espólio]. A história do União vai continuar no novo clube, com o mesmo símbolo, as mesmas cores e o mesmo equipamento e com a mesma união. Esta é a uma oportunidade. Vamos voltar a ter o nosso futebol aqui em Vila Franca de Xira", disse, aludindo ao facto de a equipa sénior jogar desde 2019 a 50 quilómetros da cidade, no Estádio Municipal de Rio Maior, face à ausência de condições por parte do Campo do Cevadeiro.
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