José Luís: «No que toca ao jogo, triplicámos a limpeza e desinfeção»

Diretor operacional da SAD do Farense participou na FuteCOM

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José Luís, diretor operacional da SAD do Farense, participou esta quinta-feira na FuteCOM, iniciativa que decorreu no Estádio Municipal de Leiria, patrocinada pela Liga de Clubes, em que vários convidados do futebol partilharam estratégias para lidar com os efeitos da pandemia de Covid-19

"Houve readaptação de toda a logística após a retoma, e dou os parabéns à Liga de Clubes. O futebol é um exemplo para a sociedade. Fizemos 40 mil testes e uma percentagem de 0,98%. Toda a logística, todos nós agentes do futebol, tivemos de nos reorganizar. A principal preocupação, nos jogos fora, são as unidades hoteleiras, para estarmos em perfeitas condições de segurança. Felizmente no Farense não houve qualquer caso, só um jovem da equipa B", referiu.

"No Belenenses SAD tivemos o primeiro caso em Portugal. Foi uma confusão, com medo, ninguém queria ir para casa. O presidente acalmou as hostes, o médico falou com os jogadores, fizemos os testes dois dias depois e acabou por acalmar. No estágio, voltámos a ter outra situação, já no hotel, mas os jogadores já estavam bem mais calmos. Eles pensavam que bastava um ligeiro toque para infetar", recordou.

"Em jogos em casa, por exemplo, havia sempre reunião com várias elementos afetos ao jogo que agora é feito por whatsapp. Estamos sempre no mesmo hotel no Algarve, onde é tudo testado. No que toca ao jogo em si, triplicámos a limpeza e desinfeção, o que gerou conforto para as pessoas. Eu sou o chato, é o que dizem, mas prefiro ser assim até porque até à data não houve qualquer caso."

"As refeições continuam a ser feitas mas em salas mais amplas e com mesas mais separadas", refere José Luís, sublinhando as ações que o Farense tem promovido: "Os jogadores têm participado nas campanhas de sensibilização, criaram grupos para ajudar famílias em sérias dificuldades. No Farense, fizemos uma campanha há um mês com o Ryan Gauld, que foi a escolas de máscara incentivar o uso da máscara."

"Do aquecimento, ao jogo, quando há o grito, deixa de haver Covid-19. O futebol, na sua organização, dá 10-0 aos outros. Quanto aos adeptos, em Faro só se fala de futebol e estou aqui há seis meses. Já tivemos 300 motas à frente do autocarro do clube quando íamos para um jogo. No dia que abrir o público nos estádios, vai ser um problema no Farense escolher quais os adeptos que podem entrar."

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