«A SAD não tem qualquer obra»

Líder Rodrigo Nunes e órgãos sociais do clube marcam posição perante a SAD

• Foto: Hugo Monteiro

A SAD do Clube Desportivo Feirense não tem qualquer obra. Nem feita, nem a fazer. O complexo e o estádio são propriedade do clube, o primeiro desde 2004 e o segundo desde 1961.

Que fique claro: é da responsabilidade do Clube Desportivo Feirense toda a obra do complexo desportivo e de todas as melhorias no Estádio Marcolino Castro.

Numa recente entrevista concedida ao jornal "Record", o presidente da SAD disse que teríamos "seis relvados". Na verdade, já temos seis desde 2004.

No que toca ao complexo desportivo, cumpre-nos esclarecer:

O Clube Desportivo Feirense é o responsável pela totalidade das obras, iniciadas em 2002 e nas quais já foram investidos cerca de oito milhões de euros, com receitas da venda de terrenos e outros proveitos do clube (cerca de 6,5 milhões de euros), dos proveitos da venda do jogador Rafa (cerca de 800 mil) e do acordo estabelecido no negócio da venda de 70 por cento da SAD (cerca de 700 mil). No entanto, o clube sente-se lisonjeado pela forma elogiosa como o senhor presidente da SAD fala do complexo desportivo, aprovando publicamente o projeto.

Quanto ao Estádio Marcolino Castro:

O Clube Desportivo Feirense é o responsável pela totalidade das obras do estádio e não foi apenas a cobertura das bancadas (cerca de 500 mil euros), mas também a remodelação total feita em 2011 (à volta de 2,5 milhões de euros) e a obra iniciada em 1961 por Marcolino Castro e constantemente melhorada pelas Direções presididas por Artur Brandão, Luís Nunes, Eduardo Cavaco e José Oliveira que permitiu atribuir a categoria "estádio gold". A cobertura da bancada foi uma promessa do Feirense no caso de uma subida de divisão, tendo a obra sido realizada pelo Clube Desportivo Feirense, aproveitando o acordo estabelecido no negócio da venda de 70 por cento da SAD.

Não havia necessidade, principalmente numa altura em que devemos estar unidos, valorizar o "agora" esquecendo o passado, levando, até, o jornalista Rúben Tavares a afirmar que "a melhoria das infraestruturas está a mudar a face do clube" e a perguntar se "podemos falar de um Feirense pré-Kunle e pós-Kunle". É um desrespeito para os feirenses, que não querem que se mude a face de um clube que é assim há muitos anos. Nunca houve "pré" nem "pós" de quem quer que seja, mas sim um Feirense que sempre se pautou por esses princípios, agora tão evidenciados.

"Ser o único clube em Portugal sem uma única dívida" é uma premissa que já vem do tempo de Marcolino Castro. "Não podemos pagar caro, porque queremos pagar sempre", foi uma frase que fez história e reconhecida por todos os presidentes deste clube e é uma obrigação contratual do atual presidente da SAD. Se não tivesse aceitado esta obrigatoriedade, não estaria, de certeza, no cargo.

Neste momento, o que mais interessa aos feirenses é que seja invertido, o mais rapidamente possível, esta fase negativa inédita de 21 jogos sem vencer, para se chegar a um fim de época épico que nos conduza à manutenção na I Liga, ganhando todos os jogos no Marcolino, começando pelo próximo, diante do atual campeão nacional, repetindo o feito de 2015.

O clube dispensa polémica nem a vai alimentar, mas, por unanimidade, a Direção solicita a reposição dos factos. *

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