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R - Nas equipas por onde passou sempre assumiu o papel de ‘treinador manager’. O presidente da SAD do Feirense também lhe dará essa liberdade para escolher os jogadores?
JM – Temos tido algumas conversas. Ele tem aqui alguns dos seus responsáveis, com quem eu e a minha equipa técnica falamos diretamente. Estamos todos os dias juntos. O presidente da SAD é uma pessoa sempre atenta e, embora nem sempre esteja aqui presente, sabe tudo o que se passa. É uma pessoa muito atenta e determinada. É também experiente e percebe que tem pessoas de confiança no clube, pelo que as coisas são feitas de forma natural. Tudo o que se faz, ele tem conhecimento. É um processo extremamente simples. Kunle Soname é uma pessoa de trato fácil, humilde e responsável. É, acima de tudo, um homem que transmite confiança. Neste clube, uma das coisas que me agradou muito foi essa forma de dar confiança aos responsáveis e vi isso tanto da parte dele, como do presidente do clube, Rodrigo Nunes. Estão sempre disponíveis. É um clube onde chegamos e nos sentimos bem. Isso facilitou-me a adaptação.
R - Mas José Mota assume-se como ‘treinador manager’?
JM – Já me têm dito que sou o treinador que mais jogadores projetou na 1ª Liga, que mais oportunidades deu a jogadores de entrar na 1ª Liga. É um fator de orgulho, de motivação, peguei em muitos jogadores de segundo e terceiro escalão, alguns vinham mesmo dos distritais e acabaram por ter a oportunidade de jogar e impor-se nos palcos principais. Defendo que nós, treinadores, temos de estar atentos ao mercado, estejamos a treinar ou não. Temos de estar atentos ao futebol, temos de ver futebol para conhecermos jogadores. Assim, fica tudo muito mais fácil para quando tivermos um projeto. Eu continuo a ver jogos, cá e noutros países, sempre pronto a avaliar. Isso torna o meu trabalho mais fácil na hora de tomar decisões na construção de um plantel.
R - Sente, portanto, que esse é um dos trunfos do seu trabalho...
JM – Tem de ser sempre um trunfo. Veja-se os dois projetos que tive anteriormente. No V. Setúbal, por exemplo, lancei jogadores da formação, como o Rúben Vezo, que agora está no Valencia, ou o Ricardo Horta, que foi para o Málaga. Há também o caso do Pedro Tiba, que fui buscar ao Tirsense e, depois, foi vendido ao Sp. Braga. O Rafael Martins, o Cardozo... Foi um trabalho que me deu algum gozo. No Gil Vicente, conforme já disse, não tive nada a ver com a construção do plantel. Até abrir o mercado de janeiro fizemos 6 pontos e, depois, conseguimos 17. Contratámos o Cadú, o Berger, o Rúben Ribeiro, o Semedo... . Ou seja, teríamos conseguido a permanência tranquilamente se tivéssemos formado esse grupo logo no início da temporada. Isto são factos.
«Só falamos sobre futebol»
R - O presidente da SAD era conhecido por ser o dono de uma casa de apostas na Nigéria. Sente que isso pode vir a levantar suspeitas?
JM – Vou ser muito sincero, não sabia disso, desconhecia por completo, e nem sei se é verdade ou não. Nunca falámos sobre essas coisas. As conversas entre mim e o presidente da SAD são extremamente direcionadas para o futebol, todas elas sem exceção. Aliás, eu não percebo nada de apostas. Não tenho nada a acrescentar em relação a isso.
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