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Mais um problema à vista para o Leixões. Os bens da SAD foram alvo de arresto judicial, medida também aplicada ao património do seu presidente, André Castro, e da Play-Fair Lda., empresa que detém 56,33 por cento da sociedade leixonense.
A decisão foi proferida pelo Juízo Cível da Póvoa de Varzim, no seguimento do pedido apresentado por Anderson Fellipe Gonçalves. O investidor brasileiro — que reclama cerca de 5 milhões de euros em empréstimos não pagos — é um dos credores a avançar com ações judiciais, num cenário global em que os créditos exigidos à SAD e à Play-Fair ultrapassam os 15 milhões de euros.
Para lá de outras deliberações, o tribunal deu como indiciado que o Complexo Desportivo de Fão, um dos bens abrangidos pelo arresto, está em risco iminente de venda.
Desta forma, o futuro da SAD do emblema de Matosinhos pode estar em risco, tendo ainda em consideração o cenário traçado pelo juiz sobre a sua situação financeira: capitais próprios negativos de 10,4 milhões de euros e cerca de 14 mil euros em caixa.
Por Nuno Barbosa