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Ricardo Silva não escondeu a ambição de continuar a corresponder à confiança que a SAD lhe depositou para voltar a desempenhar o papel de treinador principal do Famalicão após a saída de Carlos Carvalhal, mas, mesmo depois do robusto triunfo obtido na visita a Vila do Conde para a Liga Betclic, também assumiu sem complexos o contexto de técnico interino que continua inerente para a eliminatória da Allianz Cup a discutir em Braga (amanhã, 18h45).
“É segunda vez que passo por esta situação”, começou por referir Ricardo Silva, de 46 anos, aludindo ao empate que arrancou frente ao FC Porto em 2024/25 quando também teve a missão de liderar a equipa entre a saída de Armando Evangelista e a chegada de Hugo Oliveira, para logo de seguida esclarecer a sua posição: “Não tenho nenhuma convicção ou vontade definida em relação a isso. O que eu quero é criar condições à minha direção para tomar a melhor decisão com confiança. Ficarei feliz se a direção disser que é preciso um treinador e também ficarei feliz se acreditarem na minha competência, mas não tenho vontade nenhuma de dizer que o meu rumo é para aquí ou para ali além de querer ajudar a encontrar a decisão que seja a melhor para o Famalicão. Os resultados que obtive em duas transições nesta condição foram positivos, mas não me fazem pensar que mereço ou não, até porque nem eu tenho definido essa vontade enorme de ser treinador. Repito, o que eu quero é dar conforto à decisão da direção, até porque se me disserem que sou eu terei de pensar seriamente e só o farei se momento chegar, de modo que também não digo que me sinto a ser avaliado, mas eu mesmo colocar-me à prova e a testar-me. Admito que o contexto de conforto aplica-se mais a mim, até porque, se chegar mesmo a entrar nesta equação da SAD, também quero ter as mesmas condições.”
Estatuto esclarecido sem os denominados paninhos quentes que Ricardo Silva também garante não terem qualquer reflexo na ambição projetada para a primeira de duas partidas consecutivas a realizar no espaço de alguns dias frente ao Sp. Braga.
“Temos pela frente um jogo muito difícil, porque o Sp. Braga é uma bela equipa, um clube dito grande, que tem obrigações e de certeza que quer estar na final-four da Allianz Cup. Vão querer dar uma resposta e nós encaramos estejo jogo como uma oportunidade para estar na discussão de um troféu. Se o Famalicão conseguir ultrapassar o Sp. Braga é candidato a conquistar algo ímpar, que seria um sonho e, por isso, a nossa ambição é seguir em frente e escrever história”, esclareceu Ricardo Silva sem fazer segredo da rotação de recursos em perspetiva, nem de uma resposta à imagem da que a equipa patenteou em Vila do Conde: “O momento não é o ideal para nenhuma das equipas, mas também considero que isso não é preponderante porque o que conta é o que cada um fará quando a bola começar a rolar. A resposta do Famalicão frente ao Rio Ave não foi por amizade, mas sim um reflexo do trabalho de competência que todos têm realizado”.