Médica do Mafra assume: «Não sabemos qual será a resposta quando a competição for retomada»

Ana Teresa Rocha em entrevista ao site da Liga

• Foto: Liga Portugal

A pandemia do coronavírus impôs novos desafios a todas as estruturas do futebol profissional português. Com os jogadores isolados nas respetivas casas as equipas técnicas desenvolveram planos de treino individuais e também os médicos dos diferentes clubes assumem um papel preponderante na manutenção do bem-estar físico e psicológico dos atletas.

Ana Teresa Rocha é médica do Mafra e, em entrevista concedida ao site da Liga, explica a forma como o emblema da 2.ª Liga está a tentar lidar com a nova realidade. 

"Desde direção do clube, a equipa técnica e jogadores, todos têm estado em casa. Mantemos um acompanhamento dos nossos atletas, que são avaliados duas vezes por semana do ponto de vista clínico, tendo sempre como preocupação perceber se eles, ou alguém da família, apresenta alguma sintomatologia. Relativamente à componente física o nosso preparador elabora planos específicos para cada jogador, atendendo a toda a uma série de fatores próprios da condição de cada um. De referir ainda que, dentro deste plano, todos os jogadores têm indicações para saírem apenas para correr de dois em dois dias, sozinhos, e em áreas isoladas", explica.

A médica acredita que as novas rotinas vão trazer consequências. "Com o previsível aumento do tempo de interrupção competitiva [os jogadores] acabarão por começar a sentir saudades, como qualquer pessoa sente saudades de um trabalho que gosta de fazer. Do ponto de vista físico ainda não sabemos qual vai ser a resposta quando a competição for retomada, algo que vai depender um pouco do mindset individual em cumprir aquilo que lhe foi pedido", refere.

Ana Teresa Rocha diz ser "inegável que a curva epidemiológica continua a crescer", assume que essa "tendência se irá continuar a verificar durante os próximos tempos" e por isso mesmo pede cautelas. "É impossível traçar uma estimativa do quanto [a curva] irá crescer, pois desconhecemos o pico desta, nem tão pouco sabemos qual o impacto que esta situação irá ter nas pessoas e na sociedade", sustenta Ana Teresa Rocha.

Conselhos à população

"Cada pessoa tem de ter perfeita consciência da situação que vivemos e deve ponderar bem a necessidade de cada saída que efetua e as compras devem ser efetuadas para uma duração para 15 dias. É indispensável que as pessoas mantenham a calma. Caso apresentem febre ou qualquer outro sintoma caraterístico desta doença devem gerir a situação a partir de casa e evitar corridas aos serviços de saúde, onde o risco de contrair o vírus é muito maior".

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