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Treinador do Marítimo não espera facilidades frente ao Torreense
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O Marítimo está a um pequeno passo de regressar à 1.ª Liga. Os madeirenses lideram com 60 pontos, mais 10 que o Académico de Viseu e mais 14 que o Torreense, próximo adversário que irão defrontar. O treinador Miguel Moita revelou que a preparação para a viagem até Torres Vedras decorreu da mesma forma que em anteriores semanas, sendo necessário que a equipa faça a sua parte para depois poder festejar.
"O meu discurso logo no início da semana com os jogadores foi que nós temos de fazer a nossa parte, entrar para ganhar, pois não podemos andar a pensar em matemáticas e em pontos. Temos de fazer o que temos vindo a fazer até agora, que é ganhar o jogo. Temos de entrar com essa ambição e sem pensar em mais nada. Depois, para euforias e deslumbramentos estão os adeptos e todos os que estão à nossa volta. Por isso, tem de ser o grupo a mostrar o foco e ambição no dia do jogo”, disse o líder maritimista. E quanto à preparação para o jogo: “Preparámos da mesma forma que preparamos todos os outros jogos, pois, mesmo tendo conseguido assegurar o objetivo, vamos continuar a trabalhar da mesma forma - com uma alegria diferente, claro -, mas esta semana foi exatamente igual às outras. Claro que estamos focados neste jogo, pois sabemos que o Torreense tem os seus objetivos, desde que este treinador entrou é uma equipa que ganhou muito mais consistência ofensiva, tornando-se mais perigosa e mais regular. Temos isso em mente e preparámos o jogo muito bem nesse sentido”.
Não foram necessários muitos minutos para os adeptos maritimistas adquirirem os escassos 125 bilhetes a que o clube tem direito na lotação do Estádio Manuel Marques (2400 espectadores). No entanto, os madeirenses têm comprado bilhetes para sectores que pertencem à equipa da casa, com a permissão do emblema local. "Quero agradecer o apoio e a vontade de estarem connosco, mas sabemos que não vai dar para toda a gente e por isso envio o meu abraço, sabendo que nos irão apoiar de uma forma ou de outra, pois vão ver o jogo na televisão, seja em casa ou em outros locais, aqueles que não conseguirem ver ao vivo. O mais importante é continuar esta união e este apoio, no final vamos ver se conseguimos festejar”, disse o treinador maritimista na conferência de lançamento da partida.
Quanto ao adversário que vai ter pela frente, Miguel Moita não espera facilidades: “O Torreense é uma equipa forte, à semelhança de Vizela e U. Leiria - já para não falar do Académico de Viseu. São as equipas que apresentam maior consistência e melhor futebol, com um futebol mais ligado, com jogadores rápidos na frente, sendo uma equipa muito forte na transição. Nós teremos de ter as devidas atenções, mas sem esquecer a qualidade que nós temos e que nos trouxe até aqui. A qualidade, a humildade, o foco, sendo isso que queremos apresentar neste jogo e nos próximos".
«Um dos segredos é uma alma enorme do grupo»
O técnico, de 42 anos, concorda com as declarações do seu avançado Butzke, que destacou a grande união existente no grupo de trabalho. “Um dos segredos sem dúvida é uma alma enorme, estão sempre juntos, os que jogam mais, os que jogam menos, uns a puxar pelos outros, e quando um grupo é assim forte as coisas ficam mais fáceis dentro do campo também”, revelou.
Quanto ao seu futuro, prefere concordar com a ideia do presidente Carlos André Gomes, que considera prematuro estar a falar sobre o tema: “Concordo com o presidente. Os assuntos de quem fica ou quem sai são assuntos que antes de atingir o objetivo não fazem sentido aflorar, pois desvirtua tudo aquilo que seja o foco para o próximo jogo”.
Miguel Moita agradece a oportunidade que o Marítimo lhe deu para liderar o plantel após a saída de Vítor Matos. “Foi uma oportunidade que me deram, as pessoas confiaram em mim, eu aceitei, acho que quando se trata de um clube grande como o Marítimo são poucas as pessoas que diriam que não, no meu caso foi a mesma coisa, pois um clube como o Marítimo não se pode rejeitar. Neste momento, estamos numa posição bastante interessante para atingir os objetivos do clube e é isso que vamos tentar fazer no próximo jogo”, disse.
«Tem sido uma época importante e consistente»
Quanto à justiça da subida de divisão e à liderança da tabela classificativa, Miguel Moita foi direto: “Tivemos duas derrotas nos últimos minutos, da mesma forma como vencemos no último jogo no último minuto e toda a gente me disse que é a estrelinha, mas também foi a estrelinha que em dois jogos não nos acompanhou e pensei muito nisso esta semana, sendo que em dois jogos perdemos nos últimos minutos, o que me deixa um pouco desiludido, pois não gosto nada de perder. Não tem estado fora das minhas expectativas, mas sim o que eu perspetivava, pois a 2ª Liga é um campeonato muito equilibrado e, quando entra no último terço, as coisas ficam ainda mais complicadas, pois as equipas que estão mais abaixo na classificação tentam-se proteger cada vez mais, vimos isso um pouco no jogo com o Portimonense. Estiveram bem, criando as suas oportunidades, mas foram uma equipa mais defensiva, a defender muitas vezes com uma linha de cinco jogadores e às vezes com seis. Isso dificulta o nosso jogo, que é de ter mais posse de bola e estar no meio-campo ofensivo do adversário. As pessoas não se podem esquecer disso, pois por vezes quando se ganha por 1-0 sei que os adeptos querem mais, mas esse 1-0 é muito importante. Tem sido uma época muito importante e consistente para o Marítimo e queremos finalizar da melhor forma”.
Para finalizar, o treinador verde-rubro, considerou: "Mesmo agora, somos a equipa mais consistente, a melhor defesa do campeonato, conseguimos ter 10 pontos de vantagem sobre o segundo classificado, talvez já tenha acontecido em outros anos, acho que com o Santa Clara que também teve assim uma vantagem. Terminando o campeonato desta forma somos sem dúvida a equipa mais consistente”.
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